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Brasília

Setor Sudoeste: Se era tranquilo, hoje não é mais

Arquivo Geral

03/06/2013 11h40

O Setor Sudoeste parece que foi descoberto pelos criminosos. Nos últimos dias os assaltos a apartamentos, tentativas de sequestro relâmpago em plena luz do dia e assaltos a lojas tornaram-se frequentes e atemorizam os moradores.

 

Os moradores contam que, no período da noite, os estacionamentos também servem de abrigo para moradores de rua e usuários de drogas. As reclamações, aliás, em relação ao número de moradores de rua, são constantes. Principalmente quando os moradores citam os acampamentos de moradores de rua no Bosque Sucupira, localizado na quadra 500 do bairro. 

 

Um morador de uma quadra próxima, que preferiu não se identificar, revela que no prédio em que mora, um apartamento foi arrombado há oito meses. “Os bandidos estão vendo o local como uma mina de ouro. Estão percebendo que o policiamento deixa a desejar e que quase nenhum bloco tem vigia. Até as câmeras de segurança já não intimidam. Temos a imagem do assaltante e levamos à polícia, mas nada foi feito”, lamenta. 

 

A impunidade, segundo o morador, reforça a violência. “É um absurdo. Por isso, acontecem os sequestros relâmpagos. Hoje não tem jeito, a gente não pode vacilar. E os descuidos só facilitam”, diz.  

 

A presidente do Conselho Comunitário, Cristiane Tabosa, que esteve em uma reunião com o Comando-Geral da Polícia Militar, contesta a interferência do tombamento. “As colocações de grade e outras modificações ficam proibidas no Sudoeste Econômico, mas a segurança do local não tem contribuído”, reclama. 

 

Mudança de hábito



 

Mudar os hábitos foi a saída encontrada pela consultora de turismo Tânia Monteiro, 48 anos. Como mora no 1º andar de um apartamento na Quadra 3 do Sudoeste Econômico, ela revela que, depois da onda de assaltos, tem receio de dormir com a janela da área de serviço aberta.  “Era algo que eu fazia com frequência porque este tipo de cômodo precisa de refrigeração. Mas estou com muito medo”, conta. Ela e a filha de 24 anos moram no local há seis anos. A insegurança é tamanha que os vizinhos de apartamentos têm compartilhado a ideia de colocar grades nas janelas.

 

Reunião

 

Na reunião, com a presença de alguns moradores, as principais queixas à polícia foram em relação ao número de furtos em veículo, assalto a mão armada, arrombamento dos apartamentos e os assaltos frequentes a comércio. 

 

“A Polícia Militar prometeu que iria fazer de tudo para nos ajudar, mas não disseram nem como e nem quando será feito, apenas prometeram uma assistência”, fala. 

 

Versão oficial

 

O Comando do 7° Batalhão de Polícia Militar explica que o patrulhamento na região é feito 24 horas por dia com viaturas, a pé e com o apoio da base comunitária móvel. 

 

“O roubo onde um rapaz subiu em uma escada para entrar no apartamento foi um caso pontual e já foi elucidado. O problema é que no Sudoeste Econômico tem um facilitador: somente quatro blocos possuem porteiro. 

 

Outro problema são as fechaduras em péssimas condições de uso, são pequenos detalhes que também fazem a diferença, indica o tenente-coronel Luciano Teixeira. 

 

Quanto às reclamações dos moradores de rua, a PM garante que os que cometem crime ou possuem mandado de prisão estão sendo autuados, porém, a polícia não pode fazer a retirada deles. Só a Sedest pode retirá-los.  

 

Incentivo a denúncias

 

Com as promessas de reforço de policiamento no local, os integrantes do Conselho Comunitário admitem que os moradores têm uma esperança para que algo seja feito no sentido de melhorar a segurança da região. 

 

“Queremos lançar uma grande campanha nos próximos meses no bairro para que todos os moradores que sofram algum tipo de violência no Sudoeste registrem a ocorrência com o objetivo de o Comando-Geral da PM ter informações para atuar melhor na cidade”, avisa Cristiane. 

 

Mário Jorge, delegado da 3ª Delegacia de Polícia (Sudoeste), esclarece que a maioria dos casos ocorridos na área são solucionados. “A polícia consegue prender os bandidos. Não temos registro de sequestro relâmpago no setor, mas em relação aos casos que nos foram apresentados, de roubos em apartamentos e de assaltantes que subiam nos apartamentos, estes foram indiciados. Recomendamos que a população traga as queixas ao nosso conhecimento para que nós possamos agir”, solicita o delegado. 

 

Drogas


Os crimes mais registrados na região são de uso de drogas e furto em interior de veículo. “A Polícia Civil tem trabalhado em operações para efetuar a prisão de traficantes”, garante o delegado.

 

A Polícia Militar explicou que, de segunda-feira a sábado, permanecerá com sua unidade móvel na Praça do Setor Econômico para receber as opiniões e as queixas e denúncias dos moradores do Cruzeiro, Sudoeste e Octogonal, na expectativa de poder melhorar a segurança no local. 

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