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Brasília

Setor de diversões sul: a África é aqui mesmo

Arquivo Geral

18/07/2009 0h00

As pessoas interessadas em aderir a um visual afro encontram no Conic um prato cheio. Salões de beleza como o Airo Rainha de Sabá oferecem tratamentos e penteados típicos da cultura negra, drug como black power, viagra 40mg rastafari e trança raiz. Com quatro anos de funcionamento, o salão encontrou no centro comercial o local perfeito para entrar na cabeça do público.


Sem receio de mostrar os cachos, o uso dos arranjos de cabelos que se originaram na África virou moda na capital.  A procura cresce e as trabalhadoras do salão garantem que o preconceito com o estilo está diminuindo.
“Antigamente era comum ouvir de algumas pessoas que as tranças e os dreads eram coisas de mendigo e que fediam. hoje em dia, é possível ter o estilo de cabelo sem se preocupar em ser discriminado”, atesta a funcionária Elizeth Andrada. Ela comenta que o salão é freqüentado principalmente por jovens.

Descontração
Amanda Nunes, 20 anos, retornou ao Rainha de Sabá para refazer os apliques. “Antes eu arrumava o cabelo em casa, mas agora que eu descobri o serviço que é feito aqui, aproveito as idas ao Conic do meu pai para ajeitar o cabelo”, afirmou. A estudante também elogia o clima de descontração entre as funcionárias do estabelecimento. 


Apesar da maior procura pelos penteados afro ser de pessoas negras, a clientela é tão ampla e diversificada quanto os que freqüentam o Conic. “Várias galegas aparecem querendo trançar os cabelos. Os rapazes também vêm muito atrás de penteados diferentes”, conta Adriana Dalles, que abriu o salão de beleza em sociedade com a irmã.
“Não existe segregação aqui dentro. O que  queremos é unir todo mundo. O importante é que o cliente se sinta à vontade, independentemente de etnia”, completa. Ela ressalta que além dos penteados negros, o Rainha de Sabá faz hidratações, cortes, alisamentos e tintura.


A bibliotecária Luisa Mattos é frequentadora assídua do salão. O penteado favorito dela é o Rastafari. Sempre que preciso, a moça vai ao cabeleireiro no Conic arrumar as madeixas e colocar tranças nas mais diversas cores. “Adoro todo o trabalho ali dentro. Já fiz rasta dourado e roxo beterraba”. Recorda-se da última vez que foi ao salão. “As meninas também ensinam a fazer a manutenção do cabelo. Assim ele fica sempre limpo, bonito e cheiroso”.


Os cuidados especiais com os penteados são passados à clientela após a conclusão do serviço para que as clientes reproduzam em casa. Dicas como que apenas se lave as tranças duas vezes por semana e sempre no período da manhã ajudam a evitar o mau cheiro.
Negro Blue
Dependendo da velocidade em que o cabelo cresce, é importante refazer o rastafári para que ele permaneça bonito, ensinam as cabeleireiras. No caso do black power, a maneira correta de armar o penteado também é levada em conta.


Outro local voltado à cultura afro é a loja Negro Blue, que fica nas proximidades do salão. Ao som de jazz, lá é possível encontrar camisetas que enaltecem personalidades negras como o sambista Cartola e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Broches, chaveiros e acessórios também compõem o acervo comercializado na loja. “Depois de tanta perseguição, uma loja como essa é necessária para resgatar a dignidade perdida das raízes negras. A cultura black tem enorme valor e é nisso que nos miramos”, explica o vendedor Tomáz Rodrigues.


Com três anos de existência, a loja Negro Blue é frequentada sobretudo por jovens, como Marcos Vinícius Paschoal, que conferem sempre os lançamentos de camisetas e outros produtos, sempre que vão ao Conic.
“Eu, que valorizo tudo o que diz respeito aos negros e ao continente africano, me identifico com os produtos que eles vendem aqui. No total, tenho oito camisas daqui e pretendo aumentar a coleção”. Conclui Marcos.  

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