Viajar, para muitos, é apenas uma pausa na rotina. Para outros, pode ser o primeiro encontro com um mundo até então distante. É nesse território de descobertas, onde o horizonte deixa de ser apenas uma linha ao longe e passa a representar possibilidades concretas, que o Sesc-DF aposta no turismo social como instrumento de inclusão, educação e transformação.

Até o dia 21 de agosto, estarão abertas as inscrições para a segunda edição do projeto Turismo Social: Embarque na Inclusão, iniciativa que levará adolescentes da rede pública do Distrito Federal e do Entorno a destinos como Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Porto Seguro, com todas as despesas custeadas pela instituição.

O projeto tem como objetivo oferecer experiências inéditas como embarcar em um avião pela primeira vez, hospedar-se em um hotel, conhecer o mar, visitar patrimônios históricos e culturais e compartilhar momentos que, muitas vezes, permaneciam fora do alcance de famílias de baixa renda.

Para a diretora de Programas Sociais do Sesc-DF, Cíntia Gontijo, o turismo social é uma das frentes mais significativas da instituição justamente por proporcionar oportunidades que ultrapassam o lazer.
“O turismo social é um ramo forte dentro do Sesc-DF. O projeto busca dar oportunidade a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade de conhecer uma realidade diferente. Uma viagem de avião, hospedagem em um hotel, sentar em um restaurante e ter a oportunidade de almoçar de forma diferente. Temos um carinho muito especial por esse movimento”, afirma.

Essa experiência já foi vivida pela estudante Ana Beatriz, de 14 anos, que participou da edição anterior do projeto e viajou para Guarapari, no Espírito Santo. A viagem marcou sua primeira experiência fora do Distrito Federal e também seu primeiro voo de avião. “Foi uma experiência incrível. Eu conheci várias pessoas novas e o que mais me marcou foram as amizades que fiz”, conta a jovem.

Sem esconder a emoção, Ana lembra da felicidade de ocupar um assento na janela da aeronave. Mais do que a viagem em si, ela acredita que o projeto modificou sua forma de enxergar o futuro. “Abriu muitas oportunidades para mim. Mudou meus planos, mudou a faculdade que eu quero fazer. Hoje eu quero cursar Medicina”, disse.
O impacto da iniciativa também alcança as famílias. Para Kilvya Borges, mãe de Ana Beatriz, a viagem representou uma oportunidade que dificilmente seria possível sem o apoio do Sesc. “Foi uma oportunidade de ela conhecer outras culturas, outros lugares. Quem tem uma renda mais baixa nem sempre consegue proporcionar isso aos filhos. O Sesc fazer esse projeto é algo muito bacana”, afirma.

Mãe e filha viajaram juntas, e Kilvya destaca que a convivência durante o roteiro fortaleceu ainda mais o vínculo entre as duas. “Com certeza fortaleceu nossa relação. Foi maravilhoso. Eu digo para quem puder participar: se inscrevam. É gratificante, é uma oportunidade de conhecer novos lugares, novas pessoas e viver algo transformador”, comentou Kilvya.
Na primeira edição, realizada em 2025, o projeto beneficiou 113 jovens. Em 2026, a previsão é atender 19 adolescentes em cada uma das seis viagens programadas, sempre acompanhados por um adulto.

Podem participar estudantes de 12 a 17 anos da rede pública do Distrito Federal ou bolsistas integrais da rede privada, pertencentes a famílias com renda bruta familiar per capita de até um salário mínimo federal, conforme os critérios do Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG).
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site do Sesc-DF, onde também está disponível o edital com todas as regras, documentação exigida e cronograma do processo seletivo.
