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Brasília

Servidores da UnB decidem manter greve

Arquivo Geral

02/08/2011 20h19

O presidente da Associação dos Docentes de Brasília (ADUnB), Ebnezer Nogueira, esteve na assembleia dos servidores técnico-administrativos na manhã desta terça-feira para manifestar apoio à paralisação da categoria, que já dura 28 dias. Após uma hora de debate, os funcionários decidiram, por unanimidade, manter a greve. Cento e setenta e quatro servidores assinaram o livro de presenças e cerca de oitenta deles permaneciam na praça Chico Mendes quando a votação aconteceu, às 11h30.

 

“Vim demonstrar meu apoio e dizer que estamos tentando auxiliar ao máximo”, disse Ebnezer. O presidente da ADUnB não descarta a possibilidade de que os professores engrossem o movimento dos técnicos. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) se reuniu com representantes da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento na tarde desta terça-feira para discutir pauta de reivindicações da categoria. A Andes fará ainda neste final de semana balanço de assembleias que acontecem em universidades de todo o país para discutir reajuste salarial e plano de carreira. “A direção da Andes está sinalizando para a construção de um movimento que pode apontar para uma greve”, acredita Ebnezer.

 

PRAZO – Entre as reivindicações dos técnicos, está o reajuste do piso salarial em pelo menos três salários mínimos. Os servidores tentam garantir a negociação com o governo federal até o próximo dia 31, quando o Executivo encaminha ao Congresso Nacional a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2012. “Precisamos intensificar o movimento para garantir na LDO o aporte de recursos suficientes para atender às reivindicações salariais da categoria”, defendeu Maurício Sabino, integrante do comando de greve na UnB.

 

Após a assembleia, os servidores fecharam a entrada principal do Restaurante Universitário. Segundo o sindicato, o acordo com a Reitoria foi de que seriam mantidos o café da manhã e o jantar dos alunos de baixa renda, mas somente pela entrada de trás. Já a Biblioteca, fechada desde o início da greve, deve reabrir no próximo dia 8, com o trabalho de bolsistas e terceirizados.

 

No próximo dia 11, os servidores farão marcha nacional em Brasília. Além da UnB, estão em greve outras 43 universidades federais.

 

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    Servidores da UnB decidem manter greve

    Arquivo Geral

    17/08/2010 19h09

     

    Os servidores técnico-administrativos da UnB decidiram na manhã desta terça-feira, 17 de agosto,  manter a paralisação que já dura 154 dias. A decisão foi votada e, por ampla maioria, os aproximadamente 100 servidores presentes decidiram dar continuidade ao movimento. Atualmente, 2.442 funcionários são afiliados ao Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub).

     

    Durante a assembleia, integrantes do comando de greve criticaram matéria da UnB Agência que denuncia o pagamento de R$ 25 por dia de participação nas reuniões da cúpula do Sintfub. “Não temos nada que esconder. É lamentável, pois temos autonomia para decidir sobre isso”, disse o servidor Mauro Mendes, do Sintfub. O discurso foi mantido por Antônio Guedes, coordenador-geral do sindicato. “Isso é histórico no movimento sindicalista. Temos dificuldades com alimentação e transporte”, afirmou.

     

    Jorge Dias, coordenador jurídico do sindicato, não compartilha com a opinião dos colegas sindicalistas. Segundo ele, há servidores terceirizados que participam do movimento, mas não tem nenhuma ligação com a luta pela URP. E, apesar disso, recebem os R$ 25. “Tem gente que aparece nas reuniões só para receber o dinheiro”, denuncia.

     

    O porteiro Uruanan Henrique é um dos acusados de receber o valor sem ter interesse na URP. De acordo com o funcionário, apesar de não ter tido corte salarial por ser terceirizado, ele luta em prol da greve. “Quero prestar concurso para UnB. Por isso, brigo pelos 26,05%. Estou pensando no meu futuro”, afirma. Uruanan não deixa de trabalhar em razão da paralisação. “Cumpro meu turno todos os dias”, assegura. O porteiro afirma que, se houver decisão da assembleia, abrirá mão dos R$ 25 e continuará participando do movimento.

     

    Benedito de Almeida, conhecido como Benê, confirma o depoimento do coordenador jurídico e afirma que há casos em que o dinheiro é repassado, mas quem recebe nem ao menos participa das reuniões. “A pessoa assina a folha de presença, recebe e não fica. Pega a grana e vai embora”.  “Depois de 27 anos de sindicato tenho até pensado em me desfiliar”, completou Benê.

     

    Apesar das explicações, uma das servidoras disse estar surpresa com o pagamento. A jovem que trabalha na UnB há seis anos preferiu não se identificar. “Não sabia do repasse. Eu e todos meus colegas de setor ficamos tristes com a notícia. O problema é que não existe prestação de contas desse valor, então não sabemos o que cada um faz com o dinheiro”, desabafou.

     

    O engenheiro civil João Carlos Nogueira acredita que é justo que os integrantes do comando recebam ajuda de custo. “Participo pouco das reuniões e não sei se houve deliberação disso. Mas não vejo problema no pagamento dos R$ 25”, afirmou.

     

    MOVIMENTO – A categoria alega que o fim do movimento depende de uma posição do Supremo Tribunal Federal sobre o pedido de liminar que assegura o pagamento dos 26,05% para todos os servidores técnicos. Valmir Floriano, advogado do Sintfub, informou aos servidores que somente após o julgamento dos casos do Ficha Limpa é que pode haver algum posicionamento do STF. “Me disseram que a urgência do tribunal é julgar esses casos”, afirmou. O advogado contou que protocolou uma petição no STF para comprovar que a URP não é mais paga aos servidores.

     

    O principal argumento daqueles que querem que o movimento continue é que é preciso pressionar o STF para julgar o caso. A ministra Carmen Lúcia, do STF, é relatora do pedido de liminar. “A gente não pode discutir o fim da paralisação até que haja uma resposta do tribunal”, afirmou Cosme Balbino, coordenador-geral do Sintfub.

     

    Os favoráveis ao fim da greve defenderam se for para continuar é preciso haver mais ações grevistas. “O movimento está parado. Não vemos mais nenhuma ação pela universidade. Desse jeito nada vai mudar”, afirmou Jorge Dias, coordenador jurídico do sindicato da categoria.

     

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