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Brasília

Servidores da FAP são presos por crime de fraude em licitações

Arquivo Geral

13/11/2012 9h03

Johnny Braga

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Um crime quase perfeito e um prejuízo de mais de R$ 6 milhões para os cofres públicos, por meio de fraudes em licitações. Esse foi o feito realizado por uma quadrilha composta por seis servidores da Fundação de Apoio e Amparo a Pesquisa (FAP).

 

Os envolvidos foram presos na manhã de ontem por policiais da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco), por meio da Operação Firewall II. Segundo a investigação, a quadrilha teria fechado quatro contratos em menos de seis meses sem obedecer à Lei de Licitações e não comprovar a prestação do serviço contratado. 

 

Foram detidos o ex-presidente da fundação R.C., os ex-assessores de gabinete da Fundação, D.M.R. e M.M.S., a superintendente de Divisão Científica, V.L.M., o superintendente Técnico-Científico, H.G.T., e L.F.R. A Polícia Civil também apreendeu computadores e documentos na casa de cada um deles. O material será periciado.

 

A Justiça expediu seis  mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. Todos os envolvidos serão denunciados por dispensa ilegal de contratação, peculato e formação de quadrilha.

 

Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Polícia Especializada (DPE), Henry Lopes,  os vestígios deixados pela quadri lha são visíveis e chamaram a atenção, principalmente quando tentaram realizar um último procedimento, na contratação de uma empresa que implementaria pontos de internet para promover a inclusão digital.

 

“Soou estranho um contrato de R$ 1,5 milhão ser firmado com carência de dados técnicos, antecipação de pagamentos e erros grosseiros por parte de quem não detinha nenhum conhecimento para elaborar tal procedimento”, explica o delegado que aponta o envolvimento da superintendente de Divisão Científica, V.L.M., como a responsável pela elaboração dos editais.

 

Investigação

Em março, o ex-presidente da FAP, R.C., autorizou a contratação da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi) para a execução de serviços de informática. Para a tarefa, houve um desembolso de R$ 8,1 milhões. Foram encontrados diversos vícios na seleção pública.

 

A quadrilha só não teve acesso à quantia fraudada porque o Ministério Público suspendeu o pagamento. As investigações apontam que a FAP facilitou a vitória da Fucapi no processo. Um agente penitenciário também será denunciado por envolvimento.

 

O Secretário de Transparência e Controle do DF, Carlos Higino, afirmou que o GDF não foi pego de surpresa e já teria feito e encaminhado auditorias sobre três processos suspeitos ao Ministério Público Federal envolvendo a Fucapi,o ISDES e a ACDF. Segundo ele, serão tomadas medidas contra os servidores, paralelo às ações  que correm na Justiça.

 

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