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Brasília

Sequestros relâmpagos estão em queda no DF

Arquivo Geral

18/09/2012 7h07

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

Os roubos com restrição de liberdade da vítima, conhecido  como sequestro relâmpago, estão em queda, segundo as estatísticas da Secretária de Segurança. A redução, na última semana, chega a  40%. A polícia registrou números decrescentes a cada uma das últimas cinco semanas – 15, 12, 11, 10 e seis casos.

 

Os dados fazem parte do  balanço da análise criminológica e são atribuídos às barreiras da Força Nacional  nas  entradas e saídas do DF. Em    nenhum dos seis casos registrados os ladrões tentaram sair com a vítima do DF.

 

Apesar deste tipo de crime, que tanto preocupa o brasiliense,  ter apresentado redução, os casos de morte violenta ainda inquietam as autoridades da Segurança Pública.  A polícia registrou 16 homicídios entre 0h de segunda-feira da semana passada  às 23h59 de domingo último. A análise aponta que 63% dos casos ocorreram entre  19h e as  6h59, enquanto 38% foram registrados no período compreendido entre 7h e 18h59. Do total de vítimas, 88% eram homens,  63% com idade entre 25 e 32 anos e  dois eram adolescentes.  Ceilândia foi a cidade que registrou o maior número de assassinatos,  com  cinco mortes, seguida do  Paranoá,  com três, e Santa Maria, com dois.

 

   Mas enquanto  a Secretaria de Segurança Pública destaca a redução de crimes, a população  vê os números com desconfiança. Algumas pessoas reclamam que  procuraram as delegacias  para registrar ocorrências, mas não conseguiram  por causa da greve da Polícia Civil.

 

Desapontamento

 

Um dos casos foi o do dono de  uma lan house, na Estrutural. Ele conta que foi assaltado por três homens que  aparentavam ser menores de idade. O rapaz  armado ficou na porta dando cobertura aos comparsas. Os suspeitos roubaram cerca de R$ 200, celulares e um vídeo game.  O comerciante afirma ter procurado o posto da Polícia Civil, mas o policial teria se recusado a fazer o registro. “O sistema está fora do ar, mas se você pegar os meliantes e trouxer aqui eu faço o registro”, disse, mandando o comerciante procurar a Polícia Militar, onde teria recebido a informação de que não tinha viatura.

 

    Outro caso que chama a atenção ocorreu em Ceilândia. Um frentista foi  amarrado durante um roubo ao posto de combustível em que trabalha.  Os ladrões levaram um carro  e as vítimas também não conseguiram  registrar a ocorrência.

 

Apesar das denúncias, tanto o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, quanto o vice-diretor-geral da Polícia Civil, Watson Warmling,  garantem  que as ocorrências graves estão sendo registradas. Para Avelar, apenas  20% das ocorrências de menor poder ofensivo não estão sendo registradas no balcão das delegacias. Warmling garantiu que as casos graves são registrados e os mais leves podem ser feitos pela internet. Quanto à greve, o dirigente reconhece  que as reivindicações dos policiais civis são legítimas. “A pessoa que se sentir prejudicada pode denunciar o caso na Corregedoria-Geral”, disse.

 

Os policiais pedem reestruturação da carreira e reajuste salarial de 28%, equivalente à inflação acumulada entre 2006 e 2012.

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