As mulheres da Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial fizeram reunião nesta quinta-feira (17) para debater a construção de políticas públicas para as mulheres negras do Distrito Federal.
Na oportunidade, as mulheres da SEPIR-DF que se autodeclaram negras ou não se autodeclaram contribuíram e apontaram necessidades das mulheres negras e definiram ações e projetos que serão elaborados pela Secretaria neste ano de 2014. O objetivo é apoiar e fortalecer a luta dos Movimentos Sociais: das Mulheres Negras, dos Negros e Quilombolas.
Segundo estatística divulgada pelo o IBGE (censo 2010) do total de 97 milhões de brasileiros existe 49 milhões de mulheres. No quesito socioeconômico, 70% das pessoas que estão em situação de extrema pobreza são da cor negra e parda e com relação a faixa etária 50% têm menos de 19 anos.
Segundo a Gerente de Gênero, Raça e Etnia da SEPIR-DF, Waldicéia de Moraes Teixeira da Silva, “o racismo é uma barreira constante na vida das pessoas no Brasil e coloca essa população em situação de vulnerabilidade social”.
Já o Diretor de Ações Afirmativas da SEPIR-DF, Silvio da Silva Morais (OJÚ OBÁ) afirmou, “hoje, nesta reunião o ponto de partida é articular e colocar em prática políticas sociais em auxílio às mulheres negras do Distrito Federal”.
A Subsecretária da Subsecretaria de Relação Institucional, Planejamento e Desenvolvimento Econômico Social Étnico Racial da SEPIR-DF, Gícia Falcão disse, “nosso principal objetivo é difundir o trabalho de articulação dos projetos elaborados ou apoiados pela nossa Secretaria em defensa à igualdade racial e também os diretos humanos. O planejamento está aberto para acolher e colocar em prática os projetos que protegem e fortalecem as mulheres negras”.
A reunião terminou com importantes definições, a equipe da SEPIR-DF irá trabalhar com projetos que promovem à inclusão das mulheres negras no mercado de trabalho, assistência médica adequada, educação, segurança e outras necessidades básicas, além de buscar garantir os direitos assegurados pela Constituição Federal que não são gozados pelo simples fato que a população negra está à mercê do racismo social.