Isa Stacciarini
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Na sociedade atual, em pleno século XXI, é praticamente inviável pensar em ferramentas que não necessitam de um par de números, combinados com vogais, consoantes, e outros caracteres seguros e complexos. São as chamadas senhas, mecanismo de autenticação do usuário, que hoje fazem parte do dia a dia das pessoas para um simples acesso ao computador, internet, celular, ou até mesmo para gerenciar situações mais complexas, como contas bancárias. No entanto, a situação se complica na hora de lembrar dos códigos de cada um dos acessos. Os arranjos de números e letras se tornam uma verdadeira armadilha no momento da memorização.
A dificuldade inclusive recebeu o nome em inglês de “password fatigue” ou “password overload”, que significa fadiga ou sobrecarga de senhas. Em agosto deste ano a empresa de tecnologia Janrain entrevistou 2,2 mil pessoas e constatou que 58% têm cinco ou mais senhas. Outros 30% têm mais de dez senhas.
Ajuda
Ainda segundo o levantamento, quase 40% dos pesquisados relatam ter de pedir ajuda, pelo menos uma vez por mês, devido ao esquecimento da senha. De acordo com a pesquisa, quase dois em cinco consumidores acha que seria mais fácil resolver a paz mundial do que lembrar todas as suas senhas. Mais de um terço declarou que preferia cumprir tarefas domésticas, como lavar roupa ou limpar banheiro, do que ter que inventar uma nova senha.
No Brasil, essa realidade não é diferente. Aqui também são necessárias senhas para quase tudo. E não são poucos os que se veem perdidos na hora de digitar. Muitos têm a senha bloqueada, depois de muito tentar, e precisam usar a criatividade para criar uma nova sequência.