A juíza Gislaine Campos, da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Distrito Federal (CMVDDF), participou na tarde desta terça-feira, 25/8, do seminário Diálogos com Mulheres que Fazem História, realizado no Centro Cultural Yara Amaral, no SESI de Taguatinga. A presença da magistrada integrou as ações do Tribunal no âmbito do Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher.
A iniciativa partiu da Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA) e marcou o lançamento do projeto Fortalecendo Mulheres, Transformando Futuro, do sistema FIBRA SESI/SENAI/INEL. Segundo a organização, a proposta prevê a realização de seminários, workshops e encontros voltados ao setor produtivo, com temas como diversificação econômica, segurança jurídica, agenda legislativa e comércio exterior no DF.
Durante o evento, a juíza afirmou que a iniciativa contribui para a formação de uma nova geração de lideranças e de multiplicadores de conhecimento e boas práticas no combate à violência contra a mulher, especialmente no Distrito Federal. Ela destacou ainda a importância do compartilhamento das experiências vividas no seminário para ampliar o alcance das discussões.
No painel, além de Gislaine Campos, participaram Vyvyany Gulart, promotora de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT); Dulcilelly Nóbrega, defensora pública do Distrito Federal; Leide Laura, representante do Instituto Embalando Sonhos; Tamara Paulina, egressa do Programa Viva Vida; Laura Oliveira, integrante do grupo Levvo; e Sandra Taya, presidente do Instituto Brasileiro de Educação em Direitos e Fraternidade (IEDF). O encontro também reuniu integrantes de instituições parceiras atuantes na defesa dos direitos das mulheres, no enfrentamento à violência de gênero, na liderança feminina e no fortalecimento das redes de proteção.
Ao encerrar sua fala, a magistrada ressaltou que problemas complexos exigem atuação em rede e defendeu a união de esforços para acolher mulheres vítimas de violência doméstica e indicar caminhos de apoio disponíveis na sociedade. Ela afirmou que eventos como esse contribuem para o intercâmbio de experiências, o fortalecimento da rede de proteção e o aprimoramento das políticas de enfrentamento à violência de gênero.