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Brasília

Sementes de ressocialização: plantando e colhendo

Arquivo Geral

26/07/2013 16h03

Com o objetivo principal de trazer protagonismo para o adolescente do sistema socioeducativo, foi criado o projeto de horticultura onde os jovens trabalham suas habilidades na terra, em pequenas hortas enquanto cumprem medidas socioeducativas e de semiliberdade.

 

“Tudo começou com o desenvolvimento das mudas em uma pequena estufa, que depois são retiradas de sua encubação e posteriormente plantadas na horta. Depois disso os adolescentes participam do crescimento das hortaliças fazendo adubação e também irrigando. São plantados; rúcula, alface, pimentão, cenoura, beterraba, cebolinha e coentro”, explica João Márcio, Coordenador do projeto de horticultura do sistema socioeducativo.

 

O projeto de horticultura começou bem tímido, somente com os adolescentes que cumprem medida na Unidade de Semiliberdade de Taguatinga Sul, onde era utilizada apenas uma pequena área externa. Mas aos poucos o projeto foi ganhando forças graças ao empenho de João Márcio, que é servidor da carreira de Agente de Reintegração Social da Secretaria da Criança. Ele teve a percepção de que esse manuseio podia ser uma excelente oportunidade para mudar a vida destes adolescentes e também uma boa lição de vida para esses jovens.

 

Hoje como coordenador do projeto de horticultura do sistema socioeducativo, João diz que tudo começou de maneira bem autônoma, um de seus primeiros parceiros foi o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR/DF, que ajudou disponibilizando um curso de capacitação para criação de mudas de hortaliças.

 

O coordenador do projeto salienta que os produtos são 100% naturais o que facilita ainda mais as vendas. De acordo com T.J., de 17 anos que é um dos mais de 15 adolescentes atendidos por esta Unidade, “o mais legal é que eles só saem ganhado; ganhamos experiência na área de horticultura que pode até ser uma profissão no futuro e também nos aspectos pessoais como organização e paciência”.

 

Posteriormente eles também fazem a colheita. Um dos diferenciais desse projeto é que os adolescentes participam de todas as etapas, do preparo da terra, à colheita, até a venda. Depois de colhidas, as hortaliças são comercializadas na sede da Secretaria da Criança e também na frente da Unidade de Semilibertade de Taguatinga Sul. A maior parte das vendas são revertidas diretamente para os adolescentes que chegam a arrecadar até R$ 150,00 reais por venda, e a outra parte vai para manutenção da horta na compra de materiais, sementes e mudas.

 

De acordo com F.G. de 14 anos, “é divertido e diferente, nunca mexi com esse tipo de trabalho, nunca gostei de comer verduras depois começar a ajudar na horta, comecei até comer algumas sementes para ver se estava plantando certo!”

 

Após verem bons resultados o projeto se expandiu e, agora também atende adolescentes que cumprem medidas socioeducativas de Prestação de Serviços à Comunidade com hortas na Ceilândia, atendendo às Escolas: Classe 15, Escola Classe 14 P-Sul também na Ceilândia e a Associação de Idosos, em Taguatinga.

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