Da paixão à ressureição, em todo mundo fiéis revivem hoje os últimos momentos de Jesus na Terra. Em várias cidades do DF estão programados eventos que marcam a passagem da história, relembrando a via-crúcis, a morte e ressurreição de Jesus.
Além da tradicional Paixão de Cristo no Morro da Capelinha, em Planaltina, as encenações de Taguatinga e o tradicional Cristo negro de Samambaia também recebem milhares de brasilienses.
Na Catedral Metropolitana de Brasília, as celebrações começaram ontem, com o arcebispo dom Sérgio da Rocha presidindo a missa do Santo Carisma. A solenidade simboliza o sacramento e a renovação da igreja. O encontro reuniu aproximadamente 500 sacerdotes de 120 paróquias da cidade. Mais de mil expectadores foram orar e pedir pela graça de Deus no início do Tríduo Pascal.
Sacrifício
“Esta missa representa todo o sacrifício de Jesus feito por nós. Nos reunimos hoje para sermos testemunhas da redenção do Senhor”, afirmou o coordenador de comunicação da Arquidiocese de Brasília, padre José Emerson Cabral.
A celebração, disse ainda o sacerdote, simboliza também o vínculo entre o bispo e os padres da Arquidiocese local.
O estudante Valclécio Braga, 18 anos, chegou a emocionar-se no encontro. “Nestes dias, entro em profundo contato com Deus. É uma preparação para a Jornada Mundial da Juventude”, salientou.
Os fiéis participaram, ainda, às 20h, da missa da Ceia do Senhor e da cerimônia do lava-pés. Hoje à noite, a Catedral dará início à vigília pascal, que se estende até o domingo, com a Páscoa, quando se comemorará a ressurreição.
Via-Sacra
Em Planaltina, onde acontece a maior Via-Sacra da região, que reúne aproximadamente 150 mil pessoas, o clima era de preparação. Segundo a vice-coordenadora do evento, Sumaia Pereira, a celebração está entre os maiores espetáculos do DF. Ontem, mais de 2,5 mil pessoas foram à encenação do último encontro de Cristo com os 13 apóstolos. Aproximadamente 50 atores participaram do teatro, que acontece no centro da cidade, às 19h. “É realmente um momento de contemplação ao amor de Cristo por nós. Ele já sabia o que ia acontecer e, por isso, lavou os pés dos seus apóstolos, a quem ensinou a semear a palavra de Deus”, explicou Sumaia.
A reportagem completa na edição impressa, ou digital do Jornal de Brasília desta sexta-feira.