Raphaella Sconetto
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A estudante Deliane Rodrigues, de 28 anos, tem enfrentado um drama. Na noite do último sábado (6), ela machucou a mão em sua residência, na Asa Sul. Desde então, trava uma batalha para conseguir uma vaga no Hospital Regional do Paranoá (HRPa) – única unidade que faz operações na mão no DF – para realizar uma cirurgia de emergência. Com essa espera, a jovem corre o risco de perder o movimento da mão.
Apesar de ter circulado a informação de que a jovem teria conseguido uma cirurgia na Rede Sarah, a família desmentiu o fato ao Jornal de Brasília. A jovem continua em busca de um lugar para operar.
Entenda
A estudante se machucou ao tentar fechar a porta do quarto. Segundo Deliane, os vidros, que já estavam trincados, quebraram e cortaram a mão esquerda dela. Imediatamente, a jovem foi para o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), onde realizaram os primeiros procedimentos, como limpeza e pontos. No entanto, o médico de plantão percebeu que o corte havia atingido tendões e nervos.
“Quando percebeu a gravidade do quadro, ele pediu para que eu ficasse internada e alegou que o prazo máximo de espera para o procedimento cirúrgico deve ser de, no máximo, 15 dias. Após esse tempo, segundo ele, eu corro o risco de perder os movimentos”, informou a estudante.
Falta leito e anestesia. Sobra fila
Na segunda-feira (8), Deliane recebeu alta do Hospital de Base por falta de leito disponível. “Lá não tem anestesia geral, não tem local para realizar a cirurgia, não tem leito e tem uma fila de espera enorme”, desabafou.
Preocupada em realizar o procedimento o mais rápido possível, a jovem pede ajuda. “Os custos em um hospital particular variam entre 15 e 20 mil e eu não tenho condições de arcar com isso. O que for possível, eu quero fazer. Seja uma vaquinha ou uma cirurgia na rede pública”, informou.
O companheiro de Deliane, Filipe de Alencar, compareceu na Defensoria Pública, na manhã desta quarta-feira (10), para tentar conseguir a realização da cirurgia por meio do SUS.
“O defensor público que me atendeu informou que em 24 horas terão uma resposta sobre a cirurgia da minha mulher. Caso essa resposta demore e a Deliane não seja encaminhada até amanhã para efetuar o procedimento, iremos dar entrada em um hospital particular e acionar a Justiça” revelou.
Posicionamento
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que a realização do procedimento não é imediata devido a grande demanda registrada na ortopedia do Hospital do Paranoá, referência em cirurgias de mão e coluna.