
Aproximadamente 70 professores compareceram à Praça do Buriti reinvindicar o pagamento do 13º salário e das férias, que estão atrasados. No fim da manhã, líderes sindicais foram atendidos pelo chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, e pelo secretário de Relações Institucionais e Sociais, Marcos Dantas. Apesar do encontro, as pendências financeiras ainda continuam. Contudo, o Governo do Distrito Federal declarou que a prioridade é quitar as dívidas com os trabalhadores.
O ato contou com o apoio de outros sindicatos, como o Sindsaúde e o Sindiserviços, que também tiveram reuniões com o governo. Todas as conversas oficiais terminaram por volta das 14h, mas sem uma conclusão definida. Porém, representantes do novo governo demonstraram interesse em sanar os problemas atuais.
O secretário de Relações Instituicionais e Sociais, Marcos Dantas, explicou que o foco da gestão é garantir o pagamento de salários e benefícios. “O valor que foi divulgado, R$ 64 mil, é a realidade, foi o dinheiro que encontramos em caixa. A prioridade do governo é pagar os salários. Não é diferente no caso dos terceirizados. A gente quer honrar esses compromissos. Só que precisamos conseguir dinheiro para isso”, explicou Dantas.
Governo Federal
Ainda segundo o secretário Márcio Dantas, estão ocorrendo negociações com o Governo Federal para antecipar o fundo constitucional. “Nós estamos fazendo remanejamento no orçamento e em negociação permanente com o Ministério da Fazenda para adiantar os R$ 420 milhões. Assim, poderemos sanar todos esses problemas salariais”, afirmou.
A pedagoga Thelma da Silva, 39, se mostra revoltada com a situação. Segundo ela, suas férias foram canceladas. “Estou pegando dinheiro emprestado para o BRB e pagando juros. As contas não esperam, a escola dos meus filhos também não”, diz.