João Paulo Mariano
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Eleições tranquilas e com cumprimento do exercício democrático. Essa foi a avaliação da presidente do Tribunal regional Eleitoral (TRE-DF), Carmelita Brasil, sobre o segundo turno das eleições deste ano. Em entrevista coletiva, após o início das apurações, ela fez questão de cumprimentar os eleitores e servidores do Tribunal que auxiliaram na organização do pleito.
A presidente do TRE-DF assegurou que as ocorrências policiais ou troca de urnas não trouxeram graves problemas às eleições e ressaltou que não houve filas como no primeiro turno.
Transtornos
No Distrito Federal, 45 urnas foram substituídas até o fim do dia. Algumas travavam, outras apresentaram problemas no teclado ou na tela, ainda houve problemas na impressora e até no reconhecimento da biometria. Porém, havia mais de mil urnas de contenção preparadas para qualquer problema. Ao todo, eram 6.732 urnas nos 608 locais de votação na capital.
Além dos problemas nas urnas, ocorreram prisões e até uma suspeita de bomba em uma escola de Taguatinga. Sobre a ameaça, a presidente Carmelita alegou que foi uma “brincadeira se mau gosto de alguém”, já que o artefato era, na verdade, uma caixa que tinha escrito “tic tac” e que dentro havia tijolos.
Das cinco ocorrências policiais, quatro levaram à prisão dos envolvidos. Três dessas – uma na Fercal e duas no Recanto das Emas – ocorreram porque os eleitores filmaram ou fotografam o momento do voto. A magistrada acredita que eles tenham tido a necessidade de mostrar o voto a fim de que uma possível fraude não ocorresse. Porém, ela alerta que o sigilo do voto na urna não pode ser quebrado.
Já em São Sebastião, era um caminhão trio elétrico que estava a 300 metros de uma zona eleitoral com adesivos de propaganda para o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL). Nessa caso não houve prisão, mas o responsável teve de retirar o veículo do local.
Elogios
Além de elogiar os servidores e eleitores, a presidente do TRE-DF aplaudiu a mudança de comportamento dos que auxiliam as campanhas ao governo de Brasília. “Ficamos incomodados no primeiro turno com a sujeira nas ruas. Nós conversamos com os partidos e vimos que houve um resultado”, afirmou.
Comprovação
Como ocorre a cada pleito, urnas são sorteadas para que haja uma auditoria em “ambiente controlado”. Neste ano, as escolhidas foram no Paranoá, no Cruzeiro Novo e na Ceilândia. Para a Carmelita Brasil, o resultado foi o esperado: não houve divergência do número de votos contabilizados. Veja a explicação no vídeo: