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Brasília

Sem a ajuda da população, mesmo com a coleta, as ruas não ficam limpas

Arquivo Geral

09/01/2011 9h39

 

Sheila Oliveira

sheila.oliveira@jornaldebrasilia.com.br

 

Entra governo, sai governo e a situação não muda. Pelo menos para os moradores de Ceilândia e Taguatinga. Os entulhos de lixo estão por toda parte. Basta andar por algumas quadras e notar os restos de materiais de construção, de limpeza e até mesmo móveis. O mau cheiro é inevitável tanto para quem mora próximo a esses escombros como para quem anda por ali. “É um fedor muito grande por isso a gente passa rapidinho”, confessa a copeira Samy Maria do Nascimento, 47 anos, moradora da Ceilândia. 

 

A cidade, aliás, é uma das que concentram entulhos por todos os lados. É possível encontrar dois ou três em uma mesma quadra. Para alguns a culpa é do governo que não coloca os caminhões para rodar pela cidade todos os dias. Outros apontam os carroceiros como o maior problema para existência desses lixões a céu aberto. 

 

A dona de casa Cláudia Ribeiro, 32 anos, reclama dos riscos à saúde. “Em casa já encontramos até ninho de rato por conta desse lixão. Mas o pior são as baratas e não adianta limpar todo dia que elas sempre aparecem”, explica.

 

Esses entulhos concentram desde restos de materiais de construção a móveis, vasos sanitários e até faixas. Numa quadra da Expansão do Setor O é possível encontrar um grande número de faixas de anúncios. “Aqui você encontra de tudo desde anúncios de casa pra vender até faixas com os números dos políticos da última eleição”, conta o vendedor Francisco Felipe, 43 anos.

 

Morador da região, Francisco aproveita o material descartado como a madeira das faixas para a confecção de almofadas, conhecidas como puffs. “Acho que quem deixou isso aqui foram os carroceiros. Essa situação não vai mudar. Eles sempre estarão por aqui entulhando lixo”, confessa o vendedor. Enquanto a equipe do Jornal de Brasília conversava com Francisco um carroceiro chegava ao descampado para descarregar entulho. Ao notar a presença da equipe, ele deu meia volta e foi embora. “É sempre assim. Isso acontece todo dia”, afirma o vendedor.

 

 

Leia mais na edição deste domingo (09) do Jornal de Brasília.

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