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Sejus promove ações em celebração ao Dia da Consciência Negra

Desde o início do mês a pasta vem realizando ações voltadas à data, incluindo apresentações artísticas, musicais, homenagens, entre outras iniciativas

Por Willian Matos 20/11/2019 1h14

Da redação
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A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) tem promovido, desde o início do mês, ações para marcar o Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado nesta quarta-feira, 20 de novembro. A Sejus é a pasta responsável no GDF por promover a igualdade racial no Distrito Federal.

A partir de amanhã até sexta-feira (23), serão realizadas atividades em alusão a data nas unidades do CEU das Artes do Recanto das Emas e CEU das Artes QNR 02, em Ceilândia. A programação inclui apresentações artísticas, musicais, homenagens aos personagens históricos, feira afroempreendedora, entre outras iniciativas. Cerca de 400 pessoas devem acompanhar os eventos.

Cotas

Em relação às políticas, o secretário de Justiça e Cidadania, Gustavo Rocha, destaca como um dos mais recentes avanços neste tema a criação das cotas raciais nos concursos públicos do DF. Proposta pela Sejus, a lei que garante 20% das vagas para os candidatos que se declararem pretos e pardos foi sancionada em julho deste ano pelo governado Ibaneis Rocha. “Trabalhamos para que a população negra tenha igualdade de oportunidades, na defesa de seus direitos e no combate a todas as formas de discriminação. Essa lei é um exemplo disso e vem corrigir as desigualdades entre negros e brancos no setor público”, explicou.

Segundo dados da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), apesar de representarem quase 58% dos moradores do DF, os negros ainda são minoria na Administração Pública. Apenas 40% das pessoas que trabalham nesse setor são negras. Essa população está concentrada principalmente em serviços domésticos e na construção civil. O subsecretário de Políticas de Direitos Humanos e Igualdade Racial, Juvenal Araújo, opina a respeito.

“A desigualdade entre negros e brancos ainda é grande. Hoje os negros estão concentrados nas regiões administrativas com menor renda, ocupam principalmente profissões que exigem menor qualificação e pagam salários mais baixos e têm remuneração cerca de 20% menor que a dos brancos. Precisamos mudar essa realidade.”

Empreendedorismo

Na área do empreendedorismo, os negros são a maioria. No primeiro semestre deste ano, eles representavam 65,7% das 297 mil pessoas trabalhando como empreendedoras no DF, segundo dados da Codeplan divulgados em outubro.Para estimular e fortalecer ainda mais o trabalho dos afro-brasileiros que decidiram ter o próprio negócio, a Sejus promove a Feira de Empreendedorismo Étnico Racial, importante estratégia para implementar o Programa Afroempreendedor, instituído pela Lei 5447/2015.

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A feira reúne, mensalmente, na entrada do Anexo do Palácio do Buriti, diversos empreendedores negros do DF, que têm a oportunidade de vender seus produtos em estandes de moda e beleza, gastronomia, artesanato, entre outros. Uma das participantes é a artesã Fabi Mafanju.

“Esse projeto está reconhecendo o trabalho das mulheres negras empreendedoras do DF”, considera. Segundo Mafanju, a feira também é uma forma de popularizar e divulgar a cultura afro-brasileira. “A matéria-prima do meu trabalho, por exemplo, é material reciclável. Produzo peças decorativas, acessórios e roupas. Todos os nossos produtos são voltados para a valorização da cultura negra”, explicou.

Com informações da Agência Brasília

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