Mais de mil adultos comemoraram na tarde deste sábado (27), na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape), o fato de terem aprenderem a ler e escrever, graças ao programa DF Alfabetizado, iniciado na atual gestão do governo. Ao todo, 6 mil adultos – na grande maioria pessoas acima dos 50 anos de idade – concluíram os estudos na primeira fase do programa distrital, encerrada hoje. A meta é erradicar, até 2014, o analfabetismo no Distrito Federal, onde existem atualmente cerca de 60 mil pessoas que não sabem ler nem escrever/que nunca receberam educação formal.
Nessa primeira etapa, 3 mil adultos foram aprovados pelo DF Alfabetizado, e outros 3 mil, na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os cursos começaram em fevereiro deste ano e formaram 170 turmas em nove regiões administrativas. Na segunda etapa, prevista para começar em dezembro, o objetivo será ensinar mais 10 mil adultos a ler e escrever, em 14 regionais de ensino.
Na solenidade de encerramento da primeira fase do DF Alfabetizado, o governador Agnelo Queiroz, acompanhado da primeira-dama, Ilza Queiroz, destacou o compromisso do GDF com a educação. “Nós temos todas as condições materiais e humanas de erradicar o analfabetismo até 2014, e o programa DF Alfabetizado é uma das prioridades do governo para chegarmos a esse momento”, ressaltou o governador.
Desafio – Para o secretário de Educação, Denilson Bento da Costa, o grande desafio das próximas etapas do programa é ampliar o público com mais de 50 anos. “Normalmente são aqueles que já possuem uma certa estabilidade na vida, ou que acreditam que não é mais possível aprender. Mas depende deles dar o primeiro passo, para que possamos ajudá-los”, afirmou.
A cozinheira Raimunda Nonata Xavier, 57 anos, está entre os seis mil adultos recém-alfabetizados pela ação do GDF. “Eu tinha vergonha de dizer que não sabia ler e escrever, apenas cozinhar. Mas agora estou alfabetizada, e ainda vou chegar à faculdade”, garantiu Raimunda.
Ao final do curso, os adultos recebem um certificado e uma carta de conclusão, que possibilita a matrícula na rede pública de ensino.
Inovação
O Distrito Federal é a única unidade da Federação que, além de manter um programa de alfabetização completo, há três meses, também oferece aos alfabetizadores a complementação de um salário mínimo. A inovação é fruto do decreto assinado pelo governador Agnelo Queiroz no ano passado, previsto no programa DF sem Miséria. O objetivo é instituir políticas de transferência de renda, formar de mão de obra qualificada e garantir acesso da população a serviços públicos de qualidade, para erradicar também a pobreza extrema no Distrito Federal.
“Foi uma luta de 27 anos para chegar a esse momento, mas finalmente o DF oferece essa garantia, única no país, para contribuir ainda mais com a educação dos adultos”, comemorou a presidenta do Centro de Educação Paulo Freire, Marlene Torres.
Também prestigiaram a solenidade os secretários de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, Daniel Seidel; de Administração Pública, Wilmar Lacerda; e da Mulher, Olgamir Amancia; além do deputado distrital Chico Vigilante e do diretor de Políticas de Alfabetização de Jovens e Adultos do Ministério da Educação, Mauro José da Silva, entre outras autoridades.