Conhecida por ser o início de dietas, que, muitas vezes, acabam no dia seguinte, nesta segunda-feira é comemorado o Dia Mundial da Atividade Física. Segundo dados do Ministério da Saúde, o número de brasileiros que praticam exercícios aumentou. Em 2013, 33,8% da população adulta fazia alguma atividade, 0,3% a mais do que em 2010. Os brasilienses estão entre os que mais praticam exercícios. De acordo com a pesquisa de 2010, 34% dos adultos do DF fazem alguma atividade durante as horas de lazer ou em deslocamento. Ainda assim, é grande a parcela de sedentários.
O personal trainer Marco Túlio Andrade afirma que a procura por atividades é grande no DF e ressalta os benefícios: “As pessoas estão mais dispostas a investir em saúde. Atividades simples, como uma caminhada, ajudam a melhorar a circulação, a pressão arterial e até o humor, pois todo exercício libera endorfina – o hormônio do prazer. Porém, muito ainda precisa ser feito para que alcancemos índices satisfatórios”.
A promotora de eventos Marcela Siqueira, 32 anos, viu uma mudança radical acontecer na vida após ter começado a fazer exercícios, há dois anos. Ela faz musculação com personal trainer e tem acompanhamento nutricional. “Comecei a malhar para mudar o corpo, para ganho de massa muscular. Também não me alimentava direito. A gente acha que porque é magro pode comer de tudo, mas não é bem assim”, alerta.
Ela passou a comer a cada três horas e isso influenciou os hábitos alimentares de toda a família. “Mudamos o óleo de soja para o de coco e passamos a ingerir mais proteínas”, conta.
Marcela sai de casa cedo para malhar e diz que ‘é como se adquirisse ânimo extra para o resto do dia’. “Horas adequadas de sono também influenciam no rendimento. Hoje me sinto menos cansada, mais resistente fisicamente, tenho menos dores musculares, além de perceber mudanças no corpo e até na pele”, aponta.
Rotina puxada nem sempre é desculpa
O administrador Juliano Batista, 30 anos, arruma um tempo na rotina corrida para malhar. “Trabalho demais e o exercício físico me ajuda a relaxar, além de auxiliar na manutenção da saúde e da forma física. É nítida a diferença na minha disposição quando fico sem exercício. Fico preguiçoso e até meu intestino funciona pior”, comenta.
Um levantamento recente traçou o perfil da prática de atividades físicas pelo mundo e apontou que, no Brasil, 49% da população está inativa, ou seja, faz menos de 150 minutos de atividade de intensidade moderada por semana.
As estatísticas mostram que apesar da preocupação do brasileiro com o corpo – o país é líder na realização de cirurgias plásticas – a atividade física ainda é secundária. A prevalência da inatividade física em pessoas acima de 18 anos é um dos indicadores utilizados pelo Ministério da Saúde para monitorar fatores de risco para as doenças crônicas não transmissíveis, como câncer, hipertensão e diabetes.
Entre as ações do Ministério da Saúde para incentivar a prática de atividades físicas e hábitos saudáveis está o Programa Academia da Saúde, presente em todos os estados brasileiros, em um total de 2,8 municípios.