Inaugurada em Samambaia na última quarta-feira, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) teve seu segundo dia de funcionamento marcado por uma longa espera. Na recepção lotada, pacientes reclamavam da falta de médicos e da precariedade da estrutura. Na teoria, a unidade tem capacidade de atendimento para 450 pessoas.
O vendedor Elias dos Reis Oliveira, morador de Samambaia, chegou à UPA por volta das 11h com fortes dores na coluna e no estômago. Antes de chegar à unidade, ele foi ao Hospital Regional de Samambaia, mas recebeu a notícia de que o pronto-socorro do hospital não está recebendo pacientes e foi orientado a procurar a UPA. Por volta das 17h, Elias ainda não tinha passado nem pela triagem, processo que avalia o problema do paciente para dar preferência aos de casos de maior urgência. Segundo Elias, o atendimento da unidade foi uma decepção para todos. “É um atendimento falho”, afirmou. Na tarde de ontem, uma mulher com suspeita de apendicite passou mal e teve que ser levada para outro hospital por um paciente que aguardava por atendimento na UPA. Não haviam ambulâncias disponíveis para transportar a mulher.
De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, a UPA atendeu 510 pacientes das 13h de terça-feira até as 13h de ontem, superando em 14% a expectativa máxima de beneficiados. O diretor regional, Manoel Fontes, explica a grande demanda. “Acreditamos que a procura pode ter sido resultante do fato de a UPA ser uma unidade nova”, explicou Fontes. O diretor fez questão de lembrar que os pacientes podem procurar outros locais para serem atendidos. “Os centros de saúde continuam atendendo normalmente, inclusive com 12 horas de agenda aberta, ou seja, sem a necessidade de marcação prévia da consulta”, afirmou Fontes.
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