Ana Paula Andreolla
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A situação do Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia, é ainda pior do que a descrita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que classificou a área como sendo a segunda maior favela do País, atrás apenas da Rocinha, no Rio de Janeiro. Segundo a Administração Regional de Ceilândia, responsável pela área, a “favela” é maior do que mapeou o IBGE e os índices de saneamento básico apontados pelo órgão não condizem com a realidade.
De acordo com a administração, apenas 5% das 110 mil pessoas que vivem no Sol Nascente possuem coleta de lixo regular. O IBGE aponta que a população estimada do setor habitacional é de 56,5 mil pessoas e que mais de 90% delas teria o lixo recolhido de maneira adequada. Mas a administração regional afirma que a informação não condiz com a realidade, pois 33% da população ainda precisam jogar o lixo em pontos de coleta distantes da residência e 14% depositam o lixo doméstico em terrenos baldios. E a situação deve continuar assim no mínimo pelos próximos dois anos, pois os caminhões de lixo não conseguem circular na região.
A maior parte do Sol Nascente não é asfaltada e as erosões aumentam no período de chuvas. Se para carros pequenos fica complicado transitar pelo setor habitacional, para caminhões pesados a tarefa é tida como impossível. “Até daria para realizar a coleta regular em algumas ruas no período da seca, mas somente nesse período. Depois fica complicado”, explica o gerente Regional de Condomínios da Administração de Ceilândia, Ronaldo Vinhal da Rocha.
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