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Brasília

Secretário de Segurança do DF é alvo de golpista

Arquivo Geral

25/01/2013 7h40

Luís Augusto Gomes

luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

A ousadia dos criminosos não tem limites. Um homem de 31 anos foi preso em flagrante, dentro da Secretaria de Segurança Pública, tentando aplicar um golpe no secretário da pasta, Sandro Avelar. O golpista tentou se passar por parente do governador Agnelo Queiroz, mas acabou desmascarado.

 

A ação foi filmada por policiais da Subsecretaria de Inteligência  (SI) da SSP. Na quinta-feira,  W.P.S.Q.  telefonou para a secretária de Avelar. Ele se identificou como César, e disse que queria  marcar uma audiência com o secretário de Segurança. O suspeito afirmou  ser primo do governador e  alegou ter sido encaminhado por pessoas influentes do GDF e da Justiça Federal.

 

O objetivo da audiência  era conseguir um cargo na secretaria.  Delegado da Polícia Federal e com grande experiência na área criminal, Avelar desconfiou da versão, até porque  o homem o tratava como “excelência”. O secretário    telefonou para o governador, e Agnelo garantiu não ter parente com o nome informado, e muito menos havia  pedido  emprego para alguém de sua família. 

 

O homem voltou a telefonar para o secretário ontem. Recebeu a informação de que a audiência estava marcada, mas na verdade o esquema para a prisão do golpista estava preparado.  W. chegou exatamente no horário marcado.  Para impressionar a segurança, retirou uma carteira de couro do bolso do paletó com brasão da Justiça Federal. Subiu pelo elevador e foi para o  gabinete do secretário.

 

Recebido por policiais, ele foi levado à  inteligência, onde é  preciso digitar uma senha de acesso. “Estou sendo levado para uma sala especial”, teria dito o suspeito, antes de receber voz de prisão e ser levado para  5ª DP (Área Central). O delegado-chefe, Rogério Dantas, autuou o suspeito por tentativa de estelionato e arbitrou fiança de R$ 4 mil. “Vamos comunicar o caso ao juiz, para decidir o destino do preso”, disse. 

 

O golpista tem quatro passagens pela polícia por  tentativa de latrocínio, roubo, estelionato, injúria e ameaça. Ele foi indiciado por tentativa de estelionato. Se condenado, o suspeito  pode pegar uma pena de  cinco anos de reclusão.

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