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Secretário de Cultura comenta incêndio na Cinemateca: “Tragédia anunciada”

Bartolomeu Rodrigues afirmou que “todos os meios” alertaram a possibilidade de incêndio no galpão. MPF vinha avisando desde o ano passado

Foto: Reprodução/TV

O secretário de Cultura do Distrito Federal, Bartolomeu Rodrigues, comentou a tragédia na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Um incêndio de grandes proporções acometeu um galpão da unidade, atingindo um acervo cultural brasileiro.

Bartô ressaltou que o acervo perdido no incêndio representa a “memória do cinema brasileiro”. “Mais do que isso, representa nossa memória, a memória da cultura e da formação desse país”, afirmou.

“Tudo isso é para se lamentar, e lamentar principalmente porque é o tipo da tragédia anunciada. Foi alertado por todos por todos os meios que a Cinemateca estava precisando de uma atenção especial. Isso serve de alerta nacional sobre o nosso patrimônio cultural”, frisou o secretário.

Embasando o alerta do secretário, o Ministério Público Federal (MPF) fez diversos alertas sobre o risco de incêndio na Cinemateca desde julho de 2020. Em 15 de julho do ano passado, o MPF ajuizou ação civil contra a União devido aos impasses em torno da gestão da instituição. “Tal urgência é por demais agravada diante da comprovada aceleração da degradação do acervo e do perigo real de incêndio (seria o quinto incêndio na história da Cinemateca, ou seja, um evento bastante previsível)”, afirmava o documento.

A Cinemateca Brasileira é administrada hoje pela Secretaria Nacional do Audiovisual, braço da Secretaria Especial de Cultura e subjugada ao Ministério do Turismo. Ainda em 2016, um dos galpões da Cinemateca foi atingido por um incêndio que destruiu mil rolos de filmes, correspondentes a 500 obras – a maior parte cinejornais.






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