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Brasília

Secretário confirma punição de médicos faltosos

Arquivo Geral

25/02/2012 7h13

Marcelo Vieira
marcelo.vieira@jornaldebrasilia.com.br

Os médicos que faltaram ao trabalho nos dias de Carnaval serão punidos com o corte do ponto e o desconto nos salários dos dias em que se ausentaram, assegurou o secretário-adjunto da Saúde, Elias Miziara. “Estamos levantando em todos os hospitais regionais as faltas de acordo com as escalas feitas e teremos, em breve, os nomes dos médicos que não compareceram ao trabalho”, afirmou o secretário.

As ausências desses profissionais causaram superlotações nas emergênicas de vários hospitais regionais, obrigando centenas de pacientes a esperar entre seis e 12 horas para serem atendidas, como tem mostrado o Jornal de Brasília, desde a edição de terça-feira.

Elias Miziara reconhece que as emergências, mesmo sem faltas, não possuem o número de médicos suficiente para atender a demanda. Por isso, anunciou que, na próxima semana, a Secretaria de Saúde contratará, em caráter emergencial e temporário, 37 médicos clínicos para os hospitais regionais de Samambaia e Ceilândia, considerados os mais críticos na falta dessa especialidade.

Serão contratados também anestesiologistas (para toda a rede), intensivistas (hospitais de Base, do Gama e de Samambaia) neonatologistas (Taguatinga e Gama, ortopedistas e traumatologistas (sem lotação definida) e psiquiatras (toda a rede).

O secretário enfatizou que as contratações terão validade de um ano e não são a solução final para a falta de médicos. “É uma medida emergencial, e não estruturante. Essa não virá da noite para o dia. Mas vamos enfrentar esse déficit”, afirmou.

Mudanças
Segundo Miziara, somente uma  mudança do modelo assistencial da rede pública será capaz de pôr fim às superlotações nos hospitais, centros e postos de saúde. O secretário diz que a luz no fim do túnel, para a crise na saúde pública, está no investimento maciço na criação das clínicas da família, compostas por equipes médicas com atendimento prioritário em regiões carentes, para casos sem gravidade e que não necessitam de atendimento de emergência.

“Hoje, estamos iniciando esse processo, com 127 equipes distribuídas pelas 31 regiões administrativas do DF, mas até 2014, teremos 400 unidades em atividade”, disse o secretário. Ele disse que pacientes que não têm indicação para pronto-socorro são responsáveis pela maioria dos atendimento nas emergências.

Quanto à migração dos médicos do setor público para a medicina privada, o secretário reconhece que é necessário repensar os salários pagos aos médicos que ingressam na medicina pública do DF. Hoje, o vencimento de ingresso é de R$ 4 mil, o que tem provocado, ao longo dos últimos anos, o esvaziamento dos quadros da Secretaria de Saúde.

“Iniciaremos conversações com o Sindicato dos Médicos, em março, a fim de chegarmos a um consenso quanto a um novo piso salarial. O problema maior é manter os mais novos em nossos quadros, pois os mais velhos, que estão em fim de carreira, ganham um ótimo salário, de R$ 25 mil”, disse Miziara.

 

Leia mais na edição impressa deste sábado(25) do Jornal de Brasília.

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