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Brasília

Secretário acredita que alta em casos de dengue no DF é resultado de trabalho no aumento de testes

O aumento no número de diagnósticos foi de 400,6%, comparado com a mesma época em 2021

Redação Jornal de Brasília

10/10/2022 20h26

Foto: Divulgação/Fiocruz

Por Amanda Karolyne
redacao@grupojbr.com

O secretário de Saúde do Distrito Federal, Divino Valero, opinou nesta segunda-feira (10), sobre a alta de casos de dengue na capital. De acordo com o chefe da pasta, os números estão maiores, porque houve uma concentração maior no trabalho de combate à doença após a pandemia da Covid-19, principalmente na testagem da população. O aumento no número de diagnósticos foi de 400,6%, comparado com a mesma época em 2021.

Foram notificados 75.856 casos suspeitos de dengue em Brasília, em 2022. Segundo o último boletim epidemiológico da pasta, desses casos, 96,0% são residentes no DF. Também foram registrados 2.554 casos que vieram de Goiás, 28 casos de Minas Gerais , 13 de São Paulo e outros 13 da Bahia. Ainda com as informações do último boletim, do dia 7 de outubro, a pasta considera que a dengue apresenta um comportamento sazonal no DF, e os casos crescem principalmente, entre os meses de outubro a maio.

Os dados coletados são do período entre os dias 2 de janeiro e 24 de setembro de 2022. Nele, constam 402 casos a mais, em relação ao boletim com dados que iam até o dia 17 de setembro. Três vítimas eram moradoras da Ceilândia. Em Samambaia residiam outras 2, assim como em Planaltina, e Sobradinho. Uma vítima era de Sobradinho 2, e a outra, morava no Lago Norte.

Somente esse ano, 11 pessoas morreram com o vírus da dengue. Destes óbitos, cinco são homens, e as outras seis vítimas, são mulheres. Cinco pessoas, dentre as mortes, tinham mais de 80 anos. Com 10.883 casos prováveis, Ceilândia é a região administrativa que apresenta o maior número de casos. Samambaia vem em seguida, com 6.049, Taguatinga aparece logo depois, com 4.131 registros.

Valero afirma que não dá para efetuar uma análise mais crítica em relação à 2021, já que neste ano, o foco de trabalho era voltado para a covid-19. “Esse número é o retrato do que houve em termos de densidade pluviométrica, número de imóveis, e a nossa capacidade operacional aumentou muito”.

De acordo com Valero, a partir da próxima semana, a pasta vai identificar as ações de campo e controle vetorial, e na parte da educação e saúde também. “A nossa proposta é não deixar que o número desses casos aumentem, agora do fim do ano para o início do ano que vem”, declara. O subsecretário descreve, que a dengue, é uma doença mais sazonal, porque ela vem ocorrendo o ano inteiro, mas ela tem como característica principal epidemiológica, essa relação do período chuvoso, onde tem uma oferta de depósito maior, consequentemente o número de agentes também é maior.

Valero afirma que o trabalho de controle vetorial, e o trabalho de combate às arboviroses, é um trabalho de rotina. Esta que é feita com dois processos: um de correção, e outro de conscientização. E as pessoas tem se tornado cada vez mais conscientes do papel delas nesse trabalho. “A bem da verdade, todo ano a população até vem colaborando com esse processo. É que devido a essas alterações climáticas, e o período sazonal do qual teve uma alta densidade, o número também de insetos foi muito alto. O que a gente atribui a isso, são um conjunto de fatores”, comentou. Segundo ele, no início de maio de 2022, na saúde pública do DF, havia até 3 mil casos por semana. Hoje, por semana, são 300 casos, 10% do que foi em maio. “Então essa pegada que estamos indo muito forte”. Para ele, é importante ressaltar, que só neste ano, já foram inspecionados mais de 2 milhões de imóveis no DF. “Isso mostra a nossa capacidade de reação. Inclusive esse ano nós estamos vindo com uma novidade, que é a implementação também das atividades nas cidades vizinhas, as chamadas cidades do entorno”, adiciona.

Ele pede a ajuda de todos para enfrentar a dengue, neste trabalho diário de monitoramento permanente da realidade dos imóveis do DF. “É importante que cada cidadão se torne um agente de saúde do seu próprio imovel”, frisa. Valero salienta que somente com a união da população, todos observando os locais prováveis a reprodução de mosquito e combater nesses ambientes, é que se pode chegar a um denominador comum, que é a redução dos casos prováveis na região.

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