Da Redação
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A Secretaria de Saúde do Distrito Federal liberou R$ 2 milhões para atender à UTI do Hospital Regional de Santa Maria. A medida emergencial foi tomada para evitar as graves ocorrências registradas nas semanas passadas. No último domingo, a paciente Maria Lucas Barbosa Silva morreu, após passar seis dias na fila de espera por um leito na UTI. A secretaria informou ainda que irá revisar o contrato feito com a Real Sociedade Espanhola, a fim de sanar as irregularidades encontradas.
Por falta de uma UTI, Maria Lucas Barbosa Silva, 56 anos, morreu na manhã do último domingo. Maria Lucas teve um AVC e, segundo suas filhas, precisou de uma UTI desde o momento em que deu entrada no hospital. “O superintendente do hospital garantiu que faria um pedido e que em seis minutos o nome dela já estaria na lista dos pacientes que necessitam de tratamento intensivo”, afirma Ellen Silva, filha de Maria. Porém, o pedido teria sido feito apenas dois dias depois.
Segundo a secretária de Saúde, Fabíola de Aguiar Nunes, o pedido de regulação, ou seja, o pedido de encaminhamento da paciente para a UTI geral, sem nenhuma especificidade, foi feito no dia 12, às 22h23, três dias depois do primeiro dia de internação. Às 23h26 de quinta-feira o estado de saúde da paciente piorou e os médicos do hospital constataram que ela não poderia ser removida, pois corria risco de morte, e que necessitava de um leito de UTI com suporte neurológico, que o hospital não tinha.
“Minha mãe estava internada desde o dia 10. Ela chegou bem, falando e respondendo a estímulos. Mas ela precisava de uma UTI urgente. Na sexta-feira, um médico me disse que achava que minha mãe estava sofrendo morte cerebral, mas não saberia dizer, pois não era a área dele”, conta Eliete Silva, também filha de Maria Lucas.
Na manhã de sexta-feira, o hospital recebeu um pedido da Defensoria Pública, solicitando vaga na UTI, mas não havia leito para o perfil da paciente. Ela também não poderia ser removida devido ao quadro instável em que se encontrava.
No mesmo dia, o hospital recebeu um documento judicial exigindo que cumprissem a determinação de disponibilizar um leito com suporte neurológico para a paciente. “Nós conseguimos vagas nas UTIs do HUB e do HFA, mas não pudemos levá-la. É dever do Estado dar UTI para quem está em estado grave”, diz Eliete. Na manhã de sábado, Maria Lucas morreu.
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