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Brasília

Secretaria de Saúde do DF gasta R$ 12 milhões com tratamentos de doenças ligadas ao tabaco

Arquivo Geral

29/08/2009 0h00

Como hoje é o Dia Nacional de Combate ao Fumo, não custa lembrar os danos à saúde que o consumo de tabaco causa. Câncer, problemas respiratórios, dependência. Os males causados pelo cigarro já são conhecidos há muito tempo mas, mesmo assim, há quem ainda prefira continuar fumando. E dando despesas para o Governo.


As doenças relacionadas ao tabaco custam para a Secretaria de Saúde do Distrito Federal R$ 12 milhões por mês para serem tratadas, sendo que a receita da secretaria é de R$ 20 milhões. Os impostos recolhidos com a venda de cigarros atingem R$ 4,5 milhões por mês, o que não cobre nem metade do que é gasto em tratamento de doenças provocadas pelo tabagismo.


“Isso é só com assistência, sem contar a manutenção de equipamento e pessoal”, lembra o coordenador da área de tabagismo da Secretaria de Saúde, Celso Rodrigues.


Três grupos


As pessoas estão divididas em três grupos: o fumante, o fumante passivo e o não-fumante. A diferença entre o passivo e o não-fumante é que o passivo convive sempre com alguém que fuma, seja em casa ou no trabalho. O não-fumante não tem uma convivência diária com fumantes, mas pode ocasionalmente aspirar fumaça em locais públicos.


E é aí onde mora o perigo. Segundo Rodrigues, sete não-fumantes morrem por dia com os mesmos sintomas de doenças de fumantes. O contato com a fumaça, por menor que seja, é extremamente prejudicial à saúde. Por isso, cada vez mais se tenta fechar o cerco contra o cigarro. “Temos uma lei muito mais forte do que a de São Paulo. Se for aprovada na Câmara Legislativa, onde houver mais de uma pessoa vai ser proibido acender cigarro”, afirma Celso.


Quem não fuma sofre


O foco da campanha são os não-fumantes, que muitas vezes acabam compartilhando todos os males que a fumaça do cigarro de quem fuma pode causar. Hoje um evento no shopping Pátio Brasil vai marcar a comemoração do Dia Nacional de Combate ao Fumo, das 10h às 22h.


No local, haverá médicos aferindo a pressão, medindo a capacidade pulmonar e fazendo exames que medem níveis de monóxido de carbono, glicose e glaucoma. Ergometria, pilates, rapel e palestras sobre os malefícios do cigarro também serão oferecidos ao público.


Vício herdado


Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, hoje há cerca de 304 mil fumantes no DF. E não é difícil encontrá-los. Na parte externa de um shopping, onde é permitido fumar, várias pessoas aproveitavam para acender um cigarro.


Foi o caso das corretoras de imóveis Ayala Siena, de 48 anos, e Márcia Marinho, de 31. As duas começaram a fumar cedo, por influência de amigos. “Eu era adolescente e queria me incluir em um grupo”, conta Ayala.


A auxiliar de garçom Shirley Silveira, de 23 anos, foi influenciada pelo pai, que fumava quando ela era mais nova. “Sempre tive vontade de saber como era fumar, já que eu via ele fumando”.
Hoje ela garante que quer parar. E o motivo são os dois filhos pequenos que tem em casa. “Não dá pra fumar com criança em casa. Faz mal para eles. Vou parar por eles”.

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