A Secretaria Extraordinária de Logística e Infra-estrutura da Saúde anunciou, durante a tarde desta quinta-feira (26), a realização de 31 licitações para aquisição de medicamentos e compra de materiais médico-cirúrgicos para o abastecimento da rede pública de saúde do DF.
Segundo informações do secretário, Herbert Teixeira Cavalcante, as 31 licitações acontecerão por meio de pregão eletrônico para a compra dos materiais e medicamentos necessários para os hospitais. A secretaria espera que, em até 40 dias, todos os processos de licitação tenham sido finalizados e que, após isso, o abastecimento de 90% dos casos do DF estará restabelecido.
Em relação aos estoques atuais, existem itens que chamam atenção pela grande falta. Esses itens seriam completamente zerados em um prazo de dois meses. Medicamentos para hipertensão, arritmia cardíaca, analgésicos e diuréticos são alguns dos exemplos dos medicamentos que estão esgotando nas redes públicas de saúde.
A situação só não ficou mais crítica porque o GDF disponibilizou, em junho, uma verba emergencial para a compra desses medicamentos. Esses recursos foram liberados diretamente aos hospitais para que eles se responsabilizem pela reposição parcial dos estoques. O Hospital de Base recebeu, na época, aproximadamente R$ 300 mil.
A crise está instalada em todos os hospitais do Distrito Federal. Além do problema com os medicamentos, o secretário tratou também sobre questões estruturais, como a dos elevadores de Taguatinga. Segundo Herbert Teixeira, a situação está sendo regularizada. O secretário não soube responder ao certo quantos elevadores, em diversos hospitais, encontram-se na mesma situação.
Durante a realização de perícias, a secretaria observou uma série de irregularidades e “pontos duvidosos” sobre os equipamentos da rede pública. Segundo informações da secretaria, o motor de um dos elevadores do Hospital de Taguatinga teria desaparecido, o que configura um crime e não apenas um problema da manutenção realizada pelos órgãos competentes.
Vários outros equipamentos apresentam defeitos de má conservação ou utilização. Esses problemas serão analisados pela secretaria que se comprometeu a realizar também novos contratos para manutenção dos equipamentos hospitalares.
A primeira licitação, no valor de R$ 12 milhões, será realizada amanhã (27). A secretaria espera que a partir de outubro ou novembro possa retomar também os processos licitatórios para os serviços de vigilância e limpeza.