Soraya Sobreira
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O clima seco e de baixas temperaturas têm levado muitos brasilienses às unidades de saúde por conta das doenças respiratórias. A campeã de queixas, até o momento, tem sido a pneumonia. Para se ter uma ideia, no primeiro semestre deste ano, a Secretaria de Saúde registrou 3.982 internações por esta enfermidade nos hospitais da rede pública do DF. Apesar do número elevado, ao se comparar com os dados do mesmo período em 2011, houve uma queda de 29,83%.
A preocupação com a doença aumenta pela alta capacidade de levar a óbito tanto idosos como crianças. Segundo o coordenador de pneumologia do Hospital de Base, João Daniel Bringel nesta época do ano, a demanda de atendimento no pronto-socorro aumenta quase que 50%. “As pessoas tendem a se aglomerar em locais fechados e com baixa circulação do ar, o que contribui para uma das causas de contaminação”, alerta.
O médico explica que, antes, se pensava que a asma era a principal doença respiratória em tempos de climas amenos. “Uma equipe fez um estudo usando as guias de atendimentos onde se preenchem os dados dos pacientes, e se descobriu que a pneumonia era a doença com o maior número de casos. Em seguida, aparecem as doenças alérgicas, tais como a rinite e sinusite. Quanto mais umidade, maiores são as aglomerações de fungos”, explica.
Baixa imunidade
As crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas ainda são a maioria das vítimas. “Elas têm a facilidade de contrair infecções justamente por terem baixa imunidade. Muitas das vezes, a função pulmonar não funciona 100%. Eles vivem na reserva, então, quando este pulmão precisa trabalhar mais, não há como”, conta Bringel.
A pequena Geovanna Dias, 4 anos, foi diagnosticada com pneumonia e bronquite. Tudo começou com tosse frequente. Preocupada, a mãe, Mariene Barbosa, 24 anos, resolveu levá-la até um centro de saúde. “Ela estava com tosse há oito dias e depois começou a ter febre. Achei estranho e resolvi procurar ajuda médica”, conta a dona de casa. “A doutora me falou da suspeita de ser pneumonia, fui encaminhada para o hospital mais próximo e lá, ao fazer um raio-X se confirmou”, detalha. Geovanna foi medicada por meio de nebulização ainda no centro de saúde. “Depois, ela vai tomar os antibióticos e passados dois dias, vamos retornar para reavaliação do quadro dela”, diz.