Gabriela Coelho
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Pela quinta vez, a alta hospitalar do brigadista R.P.V., 33 anos, marido da policial militar Márcia Helena Policarpo, 33 anos, assassinada na última sexta-feira, foi adiada. A polícia aguarda sua liberação para transferi-lo para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE). O brigadista é acusado de ser o mandante da morte da mulher e teria sido baleado no ombro para tentar despistar a polícia.
Segundo uma enfermeira do hospital, que preferiu não se identificar, R.P.V. teria passado mal na manhã de ontem. “Ele começou com uma falta de ar e depois foi constatado que a pressão subiu, mas logo se estabilizou. Ele ficou um pouco nervoso, mas se acalmou”, explica a mulher.
O delegado-chefe da 38ª Delegacia de Polícia (DP), responsável pelo caso, Gerardo Carneiro, afirmou que, caso não haja previsão de alta, pedirá a transferência de R.P.V. para a ala da carceragem do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). “Isso só acontecerá se as condições do Hran forem as mesmas do hospital particular. Lá no hospital regional só há seis leitos para presos. Estamos tentando saber também se há vagas”, explica o delegado.
Na última quarta-feira, R.P.V apresentou piora após supostamente mexer no ferimento. A polícia acredita que ele teria feito isso para adiar a sua saída do hospital. Segundo o delegado, o suspeito poderá ter alta a partir das 9h de hoje. “Será feita uma avalização do paciente e aí sim os médicos poderão liberá-lo”, afirma. A polícia espera a alta do suspeito para que ele possa prestar um depoimento mais detalhado sobre o crime na delegacia.
Funcionários do hospital afirmaram que R.P.V. está acordado e ainda com os braços separados, presos por algemas. “Ele foi algemado para não mexer mais na ferida. O paciente conversa com todos e parece estar tranquilo em relação às pessoas que fazem visitas”, dizem os seguranças.
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