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Brasília

SBPC quer investir na formação de professores da educação básica

Arquivo Geral

21/07/2009 0h00

Se depender dos grandes nomes da ciência nacional, view a educação básica será prioridade nas pesquisas brasileiras. A reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Manaus, trouxe 21 atividades relacionadas ao ensino em todos os níveis. Entre 11 e 17 de julho, foram realizados 13 simpósios, conferências e mesas-redondas e sete minicursos sobre o tema. Os intelectuais também conduziram dois grupos de trabalho, um sobre a formação de recursos humanos em Geociências e outro sobre as políticas educacionais do ensino médio à pós-graduação.


“A educação fundamental é um dos nossos maiores problemas, é ela que vai dar a base para o que vem mais tarde”, reforça o ex-reitor da UnB Lauro Mohry. O professor, que participou de um dos grupos de trabalho da reunião da SBPC, afirma que os pesquisadores levarão propostas para o governo.


O presidente da SBPC, Marco Antônio Raupp, explica que um dos focos será a formação de professores. A entidade, diz Raupp, também vai buscar soluções para a legislação que regula a ciência e a tecnologia no país. “Não vamos somente propor alternativas, mas também atuar politicamente”, garante. A entidade pode buscar parcerias com a União Nacional dos Estudantes e com a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).


DESAFIOS – O professor Remi Castioni, da Faculdade de Educação da UnB, esclarece que há mais mobilização sobre o tema porque a Capes, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, absorveu a educação básica. Uma das apostas é a Universidade Aberta do Brasil, com o programa Prodocência. “Mais de 30% dos professores não têm qualificação para dar aulas e nós temos carências nas licenciaturas”, aponta.


Castioni ressalta que há uma dicotomia entre teoria e prática na formação de professores. Muitos recém-formados começam a trabalhar na Secretaria de Educação e desistem da carreira pouco tempo depois. “As escolas são um mundo que nós não conhecemos”, diz. Para o especialista, é preciso investir em métodos de ensino e na utilização de novas mídias em sala de aula.


BALANÇO


Além da educação básica, a SBPC deve concentrar esforços na melhoria da legislação sobre ciência e tecnologia, na formação de recursos humanos na Amazônia e no estímulo à cooperação entre universidades e empresas. A reunião anual da entidade levou cerca de 12 mil pessoas ao campus da Universidade Federal do Amazonas.


O maior encontro científico do país também abriu portas para 2.450 jovens cientistas. Do total de inscritos na Sessão de Pôsteres do evento, 15% não compareceram para apresentar trabalhos. O tema da 61ª reunião da SBPC foi Amazônia: ciência e cultura.


Confira como foi a cobertura do encontro em www.unbagencianasbpc.blospot.com.

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