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Brasília

Saúde Pública: Clínicas perto da família

Arquivo Geral

02/02/2014 7h02

Foi-se o tempo em que o “médico da família” era uma figura comum. Daqueles que sabem o nome e o histórico clínico dos membros do clã e são sempre chamados quando há enfermidades. Uma iniciativa para reaproximar o atendimento médico à realidade dos pacientes é a criação das Clínicas da Família, inauguradas em diferentes pontos do DF desde o ano passado. Existem nove atualmente, sendo uma em Águas Claras (Areal), uma em Recanto das Emas, duas em Sobradinho e cinco em Samambaia.

Tratam-se de centros especializados em atendimento primário, o que envolve acompanhamento pré-natal e gestatório de baixo risco, conscientização para vacinação e prevenção de doenças, exames de sangue, odontológicos e assistência ginecológica, entre outros.

“O atendimento primário resolve quase 80% dos problemas da população”, afirma a gerente da Clínica da Família do Recanto das Emas, Daise Alves de Melo. “Às vezes, o paciente tem uma alergia simples, mas não quer esperar para marcar consulta e acaba indo parar na emergência, onde pode esperar por horas sentado, sem necessidade. Isso ajuda a lotar o hospital”, conta.

Agilidade

O trabalho das equipes de todas as clínicas desse tipo no DF, a princípio, é de conscientização. A população deve ter em mente que, se morar próxima,   pode procurar atendimento nesses centros. Se o problema não envolver ferimentos ou situação urgente,  pode ser resolvido com agilidade. Um exemplo disso é o da empresária Marta Machado, 50. Ela frequenta a Clínica da Família próxima à sua casa, em Samambaia, e aprova a iniciativa. “Sou melhor atendida aqui do que em hospital particular”, comenta. “Moro nessa cidade há dez anos e antes eu tinha que procurar o posto de saúde de Taguatinga”, diz. 

Alternativa para problemas menores

A balconista Eliete Ferreira, 21 anos, teve a pequena Yasmin há dois meses. Ela fez o acompanhamento pré-natal e agora leva a bebezinha para consultas periódicas na Clínica da Família de Samambaia. “Já fui receber atendimento em emergência de hospitais e esperei demais. Aqui geralmente é rapidinho”, exalta. “Todos deveriam procurar essa clínica para não precisar estar nos hospitais”, diz.
 
O recado de Eliete condiz com o pensamento da médica Valéria Waltrick, que atende na Clínica de Recanto das Emas. “No Brasil está muito enraizada essa cultura de que as pessoas têm de estar em hospitais por qualquer probleminha. Temos que tirar essas famílias das emergências e disseminar o atendimento primário em unidades como essas”, defende. Ela também considera importante o trabalho de agentes comunitários para direcionar os pacientes aos centros.
 
Humanizar ajuda
 
As técnicas em enfermagem de Samambaia Edna Oliveira e Denise Siqueira acreditam na eficiência de acompanhar cada membro da família. “A Clínica é a primeira porta de atendimento à Saúde que muitos vão ter, então a intimidade pode ajudar na experiência”, diz Edna Olveira.
 

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