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Brasília

Saúde da mulher: ação Janeiro Verde alerta para câncer no colo do útero

Arquivo Geral

17/01/2019 7h00

Atualizada 16/01/2019 21h56

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Maria Júlia Spada
Especial para o Jornal de Brasília

No Brasil, estima-se que 16.370 mil novos casos da doença irão surgir entre 2018-2019. O Centro-Oeste ocupa a segunda posição entre as regiões do País em que o câncer é mais frequente, com um risco de 18,32 casos a cada 100 mil habitantes, de acordo com os dados do Inca. O órgão não tem um levantamento específico do DF.

A médica oncologista Elean Lamar explica que as melhores formas de prevenção são: vacinar-se contra hepatite B e HPV, usar camisinha e realizar exames rotineiros de checape.

De acordo com o Inca, os sintomas do câncer do colo do útero são silenciosos na fase inicial. Já os casos mais avançados podem manifestar-se por meio de sangramento vaginal intermitente, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada a queixas urinárias ou intestinais. Os tratamentos são baseados nos estágios da doença e podem variar entre cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
Renata Ventura , 40 anos, descobriu o câncer em estado avançado após um exame ginecológico. “Já tinha alguns sintomas, mas não imaginava que podia ser câncer, porém já estava entre os estágios três e quatro”, relembra. Após a constatação, Renata passou por quimioterapia e radioterapia.

A paciente recebeu tratamento pelo SUS e conta que os resultados foram satisfatórios, apesar das dificuldades no atendimento. “Deixei de fazer alguns exames porque os aparelhos estavam quebrados ou as filas eram muito grandes, mas recebi um bom suporte, dentro do possível”, avalia. Hoje recuperada, ela ressalta a importância do debate acerca do câncer do colo do útero: “O Janeiro Verde é de grande relevância para que conheçam melhor o assunto. Assim que eu descobri a doença, faltava informação”.

Ponto de Vista

“O exame preventivo do câncer do colo do útero (papanicolau) é a principal estratégia para detectar lesões precursoras e fazer o diagnóstico precoce da doença. O exame pode ser feito em postos ou unidades de saúde da rede pública que tenham profissionais capacitados. Sua realização periódica permite reduzir a ocorrência e a mortalidade pela doença. É um exame preventivo indolor, simples e rápido. Pode, no máximo, causar um pequeno desconforto. Para garantir um resultado correto, a mulher não deve ter relações sexuais (mesmo com camisinha) no dia anterior ao exame; evitar também o uso de duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores à realização do exame. É importante também que não esteja menstruada, porque a presença de sangue pode alterar o resultado. Mulheres grávidas também podem se submeter ao exame, sem prejuízo para sua saúde ou a do bebê”. Fabiane Kellem Cesário, oncologista clínica da Oncologia D’Or.

 

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