Menu
Brasília

Sargentos da PM acusados de torturar e matar Antônio se entregam

Arquivo Geral

14/03/2016 12h37

Estão presos os sargentos acusados de torturar e matar o auxiliar de serviços gerais Antônio Pereira de Araújo. Segundo a Polícia Militar, os militares se apresentaram na manhã desta segunda (14) na delegacia. Eles realizaram exames no Instituto Médico Legal (IML) e foram encaminhados para o 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

Os sargentos eram considerados foragidos pela Polícia Civil. Eles haviam pedido dispensa de suas funções na Polícia Militar antes da corporação ter ciência do mandado de prisão contra eles, expedido pela Justiça. 

As prisões preventivas foram decretadas no dia 26 de fevereiro pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Na ocasião, de acordo com o desembargadores, os policiais estariam tumultuando o curso das investigações, ameaçando testemunhas e adulterando documentos. 

Leia mais:

Após abono, policiais acusados de matar Antônio são considerados foragidos

TJ determina prisão de dois policiais militares acusados de matar Antônio

Relembre o caso

Antônio Pereira de Araújo saiu da casa de um familiar no Arapoanga, em 26 de maio de 2014, por volta de 14h40 da tarde. De acordo com a família, ele disse que ia para casa de um irmão situado no mesmo setor assistir ao jogo do Flamengo contra o Santos e ver a sobrinha recém-nascida.  Mas nunca apareceu por lá e nem retornou para casa.

Em 27 de maio, um policial conhecido da família informou que Antônio havia sido preso por seis policiais e levado para a 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina) após tentar invadir uma chácara no Setor Córrego do Atoleiro, de propriedade de um policial. Porém, ao chegar à unidade policial, um dos agentes do plantão informou que Antônio tinha sido liberado.

Em 28 de maio, a família registra no Ministério Público o desaparecimento de Antônio. O caso é transferido para a Delegacia de Repressão a Sequestro (DRS) após 67 dias. A DRS pede a quebra de sigilo telefônico dos seis policiais que estavam nas duas viaturas, da conversa de rádio das viaturas e o exame. A DRS informa que Antônio estaria vivo e bem. E teria sido visto em Formosa por quatro pessoas.

No dia 21 de novembro de 2013, um morador de Planaltina encontra a ossada de um homem perto da Quadra 16 do Buritis 3 em Planaltina. O Instituto de Medicina Legal (IML) constatou que os ossos eram mesmo de Antônio. Mas a causa da morte só foi revelada 60 dias depois. De acordo com o laudo, o auxiliar de serviços gerais foi provavelmente espancado, teve quatro costelas quebradas e foi morto por objeto contundente.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado