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Brasília

Após abono, policiais acusados de matar Antônio são considerados foragidos

Arquivo Geral

10/03/2016 11h47

Os policiais militares acusados de torturar e matar o auxiliar de serviços gerais Antônio Pereira de Araújo são considerados foragidos pela Polícia Civil. Eles pediram dispensa de suas funções na Polícia Militar antes da corporação ter ciência do mandado de prisão contra eles, expedido pela Justiça. 

De acordo com a Polícia Militar, o abono é uma dispensa de cinco dias que todos os funcionários públicos têm direito. Eles estão licenciados até esta sexta (11), quando deverão se apresentar para a corporação. “Eles estão sendo procurados desde o momento em que recebemos a ordem de prisão, mas ainda não foram localizados”, informou a PM. 

As prisões preventivas foram decretadas no dia 26 de fevereiro pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Na ocasião, de acordo com o desembargadores, os policiais estariam tumultuando o curso das investigações, ameaçando testemunhas e adulterando documentos. 

Leia mais: TJ determina prisão de dois policiais militares acusados de matar Antônio

Relembre o caso

Antônio Pereira de Araújo saiu da casa de um familiar no Arapoanga, em 26 de maio de 2014, por volta de 14h40 da tarde. De acordo com a família, ele disse que ia para casa de um irmão situado no mesmo setor assistir ao jogo do Flamengo contra o Santos e ver a sobrinha recém-nascida.  Mas nunca apareceu por lá e nem retornou para casa.

Em 27 de maio, um policial conhecido da família informou que Antônio havia sido preso por seis policiais e levado para a 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina) após tentar invadir uma chácara no Setor Córrego do Atoleiro, de propriedade de um policial. Porém, ao chegar à unidade policial, um dos agentes do plantão informou que Antônio tinha sido liberado.

Em 28 de maio, a família registra no Ministério Público o desaparecimento de Antônio. O caso é transferido para a Delegacia de Repressão a Sequestro (DRS) após 67 dias. A DRS pede a quebra de sigilo telefônico dos seis policiais que estavam nas duas viaturas, da conversa de rádio das viaturas e o exame. A DRS informa que Antônio estaria vivo e bem. E teria sido visto em Formosa por quatro pessoas.

No dia 21 de novembro de 2013, um morador de Planaltina encontra a ossada de um homem perto da Quadra 16 do Buritis 3 em Planaltina. O Instituto de Medicina Legal (IML) constatou que os ossos eram mesmo de Antônio. Mas a causa da morte só foi revelada 60 dias depois. De acordo com o laudo, o auxiliar de serviços gerais foi provavelmente espancado, teve quatro costelas quebradas e foi morto por objeto contundente.

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