O policial militar Eliano Fernando do Prado, que atirou e matou equivocadamente o universitário José Chaves, na madrugada da última quinta-feira (4), foi indiciado, na tarde desta quarta (10), pela Polícia Civil do DF por tentativa de homicídio e homicídio doloso.
No inquérito concluído ontem, o delegado da 24ª Delegacia de Polícia (Setor O), Marcelo Portela, já havia dado pistas das acusações que o PM enfrentaria. “Ele pode não ter tido a intenção de matar, mas assumiu o risco ao disparar contra o veículo”, explicou.
O caso
Por volta da 1h do dia 4, os jovens Karla Pamplona, de 22 anos, Michael de Oliveira Leal, de 21, e a vítima José Chaves voltavam da faculdade pela BR-070 quando foram abordados de maneira desastrada e desastrosa por uma viatura da Polícia Militar do DF.
O sargento Eliano estaria em perseguição, junto ao companheiro, a bandidos que fugiam em um Fiat Uno vermelho, teria confundido o veículo em que os jovens estavam com o dos criminosos e disparado contra o carro. A bala atingiu a motorista Karla de raspão e alvejou a cabeça de José, que chegou a ser socorrido mas morreu no Hospital de Base. Michael estava no banco de trás e, apesar do susto, não sofreu ferimentos.
Em depoimento, os agentes teriam dito que os universitários não teriam respondido aos pedidos para que parassem o carro. As vítimas, no entanto, afirmam que não houve qualquer alerta antes do disparo.
O policial militar afirmou que mirou na roda do veículo e não sabe direito como o tiro subiu tanto ao ponto de acertar o vidro dianteiro do motorista. A provável causa foi a irregularidade da pista, que teria feito a viatura chacoalhar no instante da ação.
Eliano pode pegar até 20 anos de prisão caso seja condenado.