O Ministério Público do Distrito Federal ofereceu denúncia contra o sargento PM José Luiz Carvalho Barreto. Ele é acusado de atirar e matar o torcedor são-paulino Nilton César de Jesus.
O fato aconteceu no dia 7 de dezembro do ano passado, more about pouco antes da partida entre Goiás e São Paulo no Estádio Bezerrão, no Gama, pela última rodada do Campeonato Brasileiro de 2008. Nilton morreu no Hospital de Base quatro dias depois de ter sido atingido.
O caso foi encaminhado à Justiça na última quinta-feira pelo promotor militar Paulo Gomes. Ele entendeu que o sargento praticou agressão culposa, agravada pela morte do torcedor. O texto da denúncia diz: “Desferiu uma coronhada na região supra-escapular do civil Nilton César de Jesus, provocando um disparo acidental que veio a atingir a região cervical e occipital da vítima, que, por conseqüência, veio a óbito”.
Paulo Gomes não foi encontrado ontem pela reportagem para comentar a denúncia. O processo está na Auditoria Militar e o sargento deverá ser ouvido ainda este mês juntamente com testemunhas.
Inquérito civil
Além da Justiça Militar, o sargento também deverá responder a processo instaurado pela Polícia Civil. O caso foi registrado na 14ª Delegacia de Polícia (Gama), mas o inquérito que o acusa por homicídio doloso (com intenção de matar) ainda não foi concluído.
O prazo para o recolhimento de provas e oitiva de testemunhas é de 30 dias a partir da data do fato, mas pode ser prorrogado por mais 30, caso necessário. A previsão é que o inquérito seja finalizado até o final deste mês.
A Polícia Militar também abriu sindicância interna para apurar os fatos e deve divulgar o resultado até o início de fevereiro. Com a morte do torcedor, a família divulgou uma nota à imprensa classificando a ação policial como “brutal e irresponsável”.
Nilton César foi baleado após uma confusão generalizada entre torcedores dos dois times e os policiais. Nilton era diretor da torcida organizada Dragões da Real. Ele tinha viajado para Brasília junto com uma caravana de são-paulinos para assistir o jogo.
A nota divulgada pela família da vítima no mês de dezembro demonstrava indignação. “Os policiais deveriam estar no estádio para proteger os cidadãos que aguardavam o jogo, ao invés de oferecer risco.”