Os sambistas brasilienses já estão esquentando os tamborins, cuícas, cavaquinhos e pandeiros. O clima de Carnaval começou mais cedo com a escolha do aniversário de 50 anos de Brasília como tema para todas as escolas de samba do Distrito Federal. Além disso, já está definido que a escola de samba Beija-Flor de Nilópolis apresentará o cinquentenário no sambódromo carioca. Enquanto a data não chega, a Associação Recreativa e Cultural Acadêmicos da Asa Norte antecipa a festa com a realização, hoje, a partir de 13h, do I Encontro de Passistas do DF.
Serão 12 passistas das escolas de samba Mangueira, Portela e Acadêmicos do Salgueiro do Rio de Janeiro. De São Paulo virão a Gaviões da Fiel, Tom Maior, Vai-Vai e Mocidade Alegre. Além disso, o intérprete da Estácio de Sá, Serginho do Porto, também participará. Serão realizados workshops, onde os passistas brasilienses poderão aprender novas técnicas de samba.
Segundo a passista Leila Charliane, 24 anos, Brasília estará representada pela Acadêmicos da Asa Norte, Mocidade do Valparaíso, Candangos do Bandeirante e Bola Preta de Sobradinho. “Na bateria serão uns 30 ritmistas”, completa Leila. A ideia principal do encontro é fazer um intercâmbio entre as sambistas do Rio de Janeiro e São Paulo, com as do Distrito Federal. “Assim, poderemos trocar experiências e ajudar impulsionar mais o Carnaval de Brasília”, diz Leila. Ela acredita que, por conta dos 50 anos de Brasília, no ano que vem, o Carnaval pode ser bem melhor.
Desde 2007 o desfile é realizado no Ceilambódromo, em Ceilândia. Este ano está sendo discutida a ideia de que volte para o Plano Piloto. A passista Leila é favorável que continue em Ceilândia. “O Plano Piloto é mais elitizado e seus moradores não vão para o Ceilambódromo, e sim para o Rio de Janeiro ou São Paulo”, acredita.
A jovem Pamela Pereira de Paula, 18 anos, é estudante do 3° ano e também passista. Rainha da Candangolândia, ela está no samba desde que nasceu. “Minha mãe me levava para a avenida desde pequena. Com um ano eu estava sambando. Já está no sangue. Todo ano digo que vou parar, mas não consigo”, revela. As expectativas de Pamela quanto ao encontro são as melhores. “Quero aprender muito com as passistas do Rio e de São Paulo. O Carnaval de Brasília só tem a crescer com isso”, avalia.
Neidinha, como é conhecida Neide Ferreira, 31 anos, também estará no encontro. Ela desfila desde os 24 anos e, aos 26, foi rainha da Águia Imperial de Ceilândia. “Com o encontro vou buscar aperfeiçoar o meu samba. Elas têm muita experiência. Tudo que sei aprendi sozinha, mas quero aprender técnicas novas”, destaca.
E Brasília não tem só passistas mulheres. Wagner Tavares é o único passista malabarista de pandeiro na capital do país. COm 48 anos de vida, começou no samba aos 21. Já desfilou pela Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc) e aprendeu os malabares sozinho.
Todos eles treinam todas as sextas-feiras na quadra da Acadêmicos da Asa Norte, a partir das 22h. Os passistas queriam que o carnaval no DF tivesse mais investimentos. “A nossa quadra é precária, assim como outras, e se tivéssemos incentivo,