Dona Davina Ferreira dos Santos tem um sonho. Evangélica da Igreja Presbiteriana, illness quer ler e entender a bíblia. O primeiro passo está dado. Matriculada no curso de alfabetização da Quadra 103, em Samambaia Sul, onde reside, ela já escreve o próprio nome. “Só não consigo ainda ler nenhum versículo bíblico, mas para quem esperou tanto nessa vida esse momento está pertinho de acontecer”, sorriu, negando-se a revelar a idade.
A moradora de Samambaia foi uma das duas mil pessoas contempladas esta manhã pelo Cartão Vida Melhor – fusão dos programas assistenciais concedidos pelo GDF e o Governo Federal. Ambos dividem o investimento variável de acordo com a quantidade de filhos matriculados na escola. O valor do auxílio é de R$ 130 para quem tem um filho, R$ 150 (dois) e R$ 180 a partir de três. “Só peço uma coisa: não passem a mão na cabeça de menino que não quer estudar”, advertiu o governador José Roberto Arruda durante a entrega dos cartões.
Davina não tem mais filhos em idade escolar, mas nem por isso ficou fora da festa. Ela se enquadra no Bolsa Social, criado para atender a populações de baixa renda, garantindo acesso a alimentação, saúde e educação. Como está vinculada a um curso de alfabetização, ela recebeu das mãos do governador José Roberto Arruda não só o cartão Vida Melhor, mas um bônus de R$ 30 investido não só em Davina, mas em todos os pais que que não sabem ler e escrever.
“É um incentivo mínimo do governo na luta pela erradicação do analfabetismo no Distrito Federal. Ajuda a pelo menos comprar um lápis, um caderno. Já alfabetizamos mais de 15 mil pessoas, mas ainda há 100 mil que ainda não sabem ler e escrever na capital do país”, lamentou Arruda. Durante a entrega dos cartões Vida Melhor o governador voltou a frisar que mesmo diante da crise econômica mundial não cortará verba dos programas sociais. “Não fiz isso antes e não tenho motivo para fazer agora que as contas estão em dia”, avisou.
Requisitos para inscrição no Vida Melhor
– Para participar do Bolsa Escola é necessário que a renda seja de até R$ 207,50 que as crianças estejam em idade escolar. As condicionalidades são: comprovação de matrícula na rede de ensino com freqüência mínima de 85% para aluno de 6 a 15 anos e 75% para aluno de 16 e 17 anos; cumprimento do calendário integral de vacinação; inscrição na Agência do Trabalhador; participação nas atividades de qualifipcação e requalificação profissional; Os membros das famílias deverão participar quando necessário das seguintes atividades: Erradicação do Analfabetismo, aleitamento materno e pré-natal.
– Para a Bolsa Social é necessário que a renda seja de até R$ 207,50 e que o beneficiário ou beneficiária não tenha crianças em idade escolar. As condicionalidades são: cumprimento do calendário integral de vacinação; inscrição na Agência do Trabalhador; participação nas atividades de qualificação e requalificação profissional; Os membros das famílias deverão participar quando necessário das seguintes atividades: Erradicação do Analfabetismo, aleitamento materno, e pré-natal. Para a Bolsa Escola os benefícios variam entre R$ 130 (1 filho), R$ 150 (2 filhos) e R$ 180 (3 ou mais filhos). Na Bolsa Social o benefício é de R$ 130.