Jéssica Antunes
jessica.antunes@grupojbr.com
Seis pessoas foram presas no Distrito Federal durante a operação “Conexão Brasília” de combate à corrupção na Saúde deflagrada pela Comissão de Combate à Corrupção do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Além de dois gestores da pasta durante o governo de Agnelo Queiroz (PT), Rafael Barbosa e Elias Miziara, outros quatro são suspeitos de integrar o esquema.
Na lista da capital federal, ainda constam um ex-subsecretário e dois integrantes de coordenações que tratavam diretamente da questão de órteses e próteses dentro da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. O diretor comercial de uma empresa que vende produtos hospitalares também compõe a lista de detidos.
Os investigados são suspeitos de cometerem crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação e organização criminosa. Estão em apuração contratos feitos por meio de adesão à ata de registros de preços no DF para a compra de órteses e próteses. A ação é um desdobramento de operações da Lava a Jato que desvendaram um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude à licitação no Rio de Janeiro.
Conforme o apurado pelo MPDFT, a empresa fornecedora é acusada de fazer parte de um cartel de venda de materiais hospitalares e o valor era combinados entre elas. O grupo fraudou licitações no Rio de Janeiro durante a gestão do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), que teria orquestrado o esquema, e replicou o esquema no DF.
Veja a lista de alvos de mandados de prisão:
Presos no Distrito Federal:
1) Edcler Carvalho Silva, diretor comercial da Kompazo, empresa que vende produtos hospitalares
2) Rafael de Aguiar Barbosa, ex-secretário de Saúde do DF
3) Elias Fernando Miziara, ex-secretário de Saúde do DF
4) José de Moraes Falcão, ex-subsecretário de Saúde do DF
5) Renato Sérgio Lyrio Mello, ortopedista, ex-coordenador de Ortopedia da Gerência de Órteses e Próteses da Secretaria de Saúde do DF
6) Vicente de Paulo Silva de Assis, ex-diretor da Diretoria de Assistência Especializada (Diase) da Secretaria de Saúde do DF
Presos no Rio de Janeiro:
1) Miguel Iskin, presidente do Grupo Iskin, um dos principais fornecedores de equipamentos médico-hospitalares
2) Gustavo Estellita Cavalcanti Pessoa, sócio do Grupo Iskin
3) Marco Antonio Guimaraes Duarte de Almeida, do Grupo Iskin
4) Marcus Vinícius Guimarães Duarte de Almeida, do Grupo Iskin
5) Gaetano Signorini, Grupo Iskin
6) Márcia de Andrade Oliveira Cunha Travassos, Grupo Iskin.

Foto: Reprodução/Google Maps
O site do Grupo Iskin diz que a empresa fundada em 1942 é “referência latino-americana em distribuição de material médico-hospitalar”, com “sólidas relações com clientes e fabricantes”. Os representantes e funcionários foram alvos de duas outras operações no Rio de Janeiro, “Ressonância” e “Fatura Exposta”. Ambas são desdobramentos da Lava Jato.