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Roubos a pedestres caem 72% em uma década no DF com planejamento e integração

Somente no primeiro semestre de 2025, a queda foi de 9,1% em relação ao mesmo período de 2024 — foram 504 ocorrências a menos, passando de 6.022 para 5.518 casos

Redação Jornal de Brasília

18/07/2025 19h14

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Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Ações integradas, planejamento estratégico e uma política de segurança pública orientada por dados e evidências levaram o Distrito Federal a reduzir em 72% o número de roubos a pedestres nos últimos dez anos. Somente no primeiro semestre de 2025, a queda foi de 9,1% em relação ao mesmo período de 2024 — foram 504 ocorrências a menos, passando de 6.022 para 5.518 casos.

Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) e refletem o impacto positivo da atuação coordenada entre as forças de segurança e demais órgãos governamentais.

“A redução dos roubos a pedestres é resultado direto desse esforço coletivo. Temos investido em análise de dados, tecnologia e planejamento, mas também em ouvir a população”, afirmou o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. Segundo ele, a recém-lançada Pesquisa Distrital de Segurança Pública vai percorrer todas as regiões administrativas para alinhar as políticas com base na percepção real dos moradores.

Redução nas regiões mais populosas

O ano de 2024 registrou a menor quantidade de roubos a pedestres no DF em uma década, com queda de 16,6% em relação a 2023. As regiões mais populosas apresentaram reduções significativas: Plano Piloto (-31,8%), Taguatinga (-28,2%), Samambaia (-13,7%), Planaltina (-12%) e Ceilândia (-6,7%).

Outras áreas também contribuíram com quedas relevantes, como São Sebastião (-30,9%), Gama (-24%), Paranoá (-21,6%), Estrutural (-19,4%) e Recanto das Emas (-18,5%).

Planejamento, integração e tecnologia

A Secretaria de Segurança Pública tem adotado uma gestão baseada em evidências, com análises estratégicas que direcionam intervenções específicas para cada território.

“A pesquisa distrital permitirá compreender a percepção da população, identificar eventuais subnotificações e associar essas informações às bases de dados, qualificando as estratégias de atuação das forças de segurança”, destacou o subsecretário de Gestão da Informação, George Couto.

Recuperação de celulares

Aproximadamente 75% dos roubos a pedestres no DF envolvem a subtração de aparelhos celulares. Para combater esse tipo de crime, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) tem atuado na desarticulação do ciclo de receptação e na devolução dos bens às vítimas.

Desde 2021, mais de 13,9 mil celulares foram recuperados no DF, sendo 10.113 devolvidos aos proprietários. Somente no primeiro semestre de 2025, 1.344 vítimas conseguiram reaver seus aparelhos. A PCDF também disponibiliza em seu site uma ferramenta de consulta de IMEI, que permite verificar se o aparelho possui registro de furto ou roubo.

“O enfrentamento à receptação é fundamental para enfraquecer essa cadeia criminosa. Alertamos à população para não comprar celulares sem procedência”, afirmou o delegado-geral adjunto da PCDF, Saulo Lopes.

Policiamento ostensivo e participação da população

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) destaca a importância do policiamento ostensivo, da inteligência e da colaboração da população por meio de denúncias e informações.

“Contamos com a população para identificar áreas com maior vulnerabilidade. Essas informações ajudam a articular ações com outros órgãos, eliminando locais que possam servir como esconderijos para criminosos”, afirmou o porta-voz da PMDF, Raphael Broocke.

Segundo ele, o registro de boletins de ocorrência é essencial para o georreferenciamento dos crimes, o que possibilita o direcionamento mais eficiente do patrulhamento.

Outras reduções no primeiro semestre

Além da queda nos roubos a pedestres, o Distrito Federal também apresentou reduções em outras modalidades criminosas no primeiro semestre de 2025: roubos em coletivos (-63%), roubos de veículos (-14,6%) e roubos em comércios (-20,3%). Apenas os roubos em residências registraram aumento, com variação de 3,8% no período.

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