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Brasília

Rota da maconha é mapeada com a ajuda de insetos

Arquivo Geral

13/08/2012 7h24

Carlos Carone

carone@jornaldebrasilia.com.br

 

A série histórica de apreensões de drogas nos últimos dez anos revela apenas uma ponta da “montanha” de entorpecentes despejada no Distrito Federal pelas quadrilhas de traficantes. A sofisticação e o grau de pureza da droga acompanha o ritmo do consumo, como noticiou o Jornal de Brasília na edição de ontem, em matéria sobre a sedução que a cocaína “escama de peixe” exerce sobre seus usuários. Estudos também foram feitos para mapear de onde vem a média anual de 900 quilos de maconha apreendidos no DF na última década.

 

Para nortear investigações e tentar desarticular os grandes barões da droga – que ficam baseados em cidades fronteiriças entre o Brasil e países como Paraguai e Colômbia –, a Polícia Civil brasiliense conta com a ajuda de pequenos seres para montar o quebra-cabeças da rota da maconha. Percevejos, besouros e formigas tornaram-se alvos de pesquisas feitas por meio da chamada entomologia forense – ciência geralmente associada a investigações de homicídios que ajuda a determinar local e tempo das mortes de acordo com a fauna encontrada no cadáver.

 

Os peritos começaram a analisar partes dos insetos encontrados em meio a porções de maconha apreendias no DF. O estudo, fruto de parceria entre a Universidade de Brasília (UnB) e o Instituto de DNA da Polícia Civil identificou que quase toda a erva traficada no DF havia sido cultivada em terras do Mato Grosso e de cidades paraguaias.

 

Leia mais na edição impressa desta segunda-feira (13) do Jornal de Brasília.

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