Apesar da liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que determinava que 70% dos coletivos circulassem em horário de pico, os rodoviários seguem de braços cruzados nesta segunda (8). Cerca de 12 mil funcionários das cinco principais empresas do Distrito Federal – Pioneira, Marechal, Urbi, Piracicabana e São José – iniciaram a paralisação à meia-noite, após decidirem pela greve em assembleia realizada no domingo (7). Nesta manhã, cerca de 150 rodoviários, segundo a Polícia Militar, se reuniram no terminal do Setor O para tentativa de negociação. Sem acordo, a volta para a casa promete mais transtornos para os trabalhadores.
Os rodoviários reivindicam 20% de reajuste salarial e 30% no tíquete refeição e plano de saúde. A contraproposta das empresas é o reajuste de 8,34%. O vice-presidente do sindicato da categoria, João de Jesus de Oliveira, disse que é uma surpresa que os 70% dos coletivos não estejam circulando. Segundo a determinação do TRT, caso os rodoviários descumpram a liminar, a multa diária é de R$ 100 mil.
O Sindicato está na garagem desde às 4h. A categoria alega que as empresas não liberaram os ônibus especiais responsáveis pelo transporte dos funcionários até as garagens. Por esse motivo, não foi possível que os 70% da frota circulassem. No entanto, o Sindicato afirma que alguns ônibus já estão rodando. Na Rodoviária do Plano Piloto, ônibus piratas tomaram o local. Os coletivos estacionam nas baias reservadas para os ônibus autorizados e cobram pela passagem um valor acima do normal, de R$2 e R$3.
*Com informações de Jéssica Antunes
