Em meio a incertezas, a manifestação dos rodoviários perdeu força e, em alguns locais, os ônibus circulam normalmente. A população, que acordou temerosa com relação ao funcionamento das linhas de ônibus, se surpreendeu com o movimento em paradas e estações do metrô. Apesar de intensa, a procura pelos serviços de transporte segue como de costume.
O protesto dos rodoviários segue sem padrão, uns aderiram à determinação do sindicato, outros motoristas, não. A reportagem do Jornal de Brasília observou que alguns motoristas de ônibus saem do terminal com a catraca liberada, mas que ao longo do percurso, passam a cobrar a passagem.
Esse pode ser o resultado da pressão dos empresários responsáveis pelo transporte público do DF. Segundo informações do sindicato dos rodoviários, antes de sair da garagem, os empresários apresentaram aos seus funcionários um termo de compromisso, declarando ciência de responsabilidade sobre eventuais prejuízos. A maioria dos motoristas não assinou o termo. Na garagem da Viplan, representantes do sindicato chegaram a rasgar dois desses documentos, os únicos que foram assinados.
Além disso, nas garagens, há oficiais de Justiça para garantir o cumprimento da determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da última quinta-feira (10/6), que obriga 60% da frota nas ruas. Uma nova assembléia é prevista para o próximo domingo (20), quando os rodoviários devem decidir se optam por uma estratégia diferente para pressionar os empresários a atenderem às suas reivindicações.
Os rodoviários pedem reajuste de 20% e a renovação do acordo coletivo da categoria.
