Sem resposta a respeito do pagamento dos salários, em atraso há dois meses, funcionários da Viação Anapolina (Vian) vão acionar a Justiça. Cerca de 500 motoristas e cobradores protestaram em frente à sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), onde, em seguida, os manifestantes foram recebidos para uma reunião.
A ANTT recebeu um grupo de 20 representantes dos funcionários e do Sindicato dos Rodoviários do Entorno Sul para discutir a situação. De acordo com a agência, ficou decidido que o sindicato, por meio de seu presidente, Reiman Ferreira Rocha, entrará com ação na Justiça para obtenção do direito de baixa na Carteira de Trabalho dos funcionários. Com a decisão judicial favorável, eles poderão receber seus direitos (como FGTS e Seguro Desemprego) e estarão livres para serem absorvidos por outras empresas.
A ANTT forneceu aos representantes dos funcionários cópia de ofício afirmando, oficialmente, que a operadora do transporte semiurbano não presta o serviço desde o dia 7 deste mês.
Audiência
Uma equipe da agência, juntamente com um representante do Ministério Público do Trabalho, vai marcar audiência com o juiz, ao qual for distribuída a ação trabalhista do sindicato, para explicar- lhe a situação da empresa, que não opera nem recebe os funcionários para definir a situação deles.
Pedido de explicações
Segundo a cobradora Rosiane Maria da Silva, 20 anos, a empresa não procurou nenhum funcionário para se explicar. “Queremos apenas o que é nosso por direito”, afirma. O motorista Sandro da Silva, 37 anos, está há seis anos na Vian e conta que está há três meses sem receber. “Tirei férias e desde então não me pagaram. Não houve consideração nenhuma por todos nós que trabalhamos em ônibus péssimos e que quebram constantemente”, disse.
De acordo com o sindicato, foi tentado um acordo para que motoristas e cobradores fossem demitidos e que outras empresas pudessem contrata-los, mas a categoria não chegou a um acordo.
A reportagem do Jornal de Brasília não conseguiu contato com a Vian, para que pudesse se manifestar sobre o caso.
Saiba Mais
Hoje faz 17 dias que a Vian parou de circular na Região Metropolitana. A paralisação das linhas teve início após a empresa alegar que não havia combustível nas garagens para os veículos circularem.
A alegação da empresa, segundo o sindicato, é que não há dinheiro em caixa para pagar os rodoviários.