A população do Distrito Federal que precisa do transporte público vai passar por novos transtornos nessa semana. Nesta quarta-feira, à partir das 16h, os rodoviários anunciaram que vão reduzir em 10% a frota dos ônibus que saem dos terminais da Asa Norte e do Mané Garrincha, que são responsáveis pelas linhas que atendem as cidades satélites da região sul, com exceção de Sobradinho e Planaltina. Os manifestantes afirmaram que nesta quinta-feira (17) também haverá menos veículos nas ruas.
A partir desta quinta-feira, nos horários de pico, os ônibus vão circular com 25% a menos de veículos. Os cerca de 500 carros que não levarão passageiros são chamados de meia-viagem e, segundo os rodoviários, são uma forma de renda a mais dos empresários. Porém, O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do DF (Setransp-DF) alega que esse número pode ser bem mais significativo, já que as viagens extras correspondem a 52% da circulação nos horários de rush.
Com apenas 75% do transporte coletivo nas ruas nesta quinta–feira, entre 7h e 9h e 17h e 19h, a população deve encontrar ônibus mais cheios e uma demora maior nas paradas de ônibus. Os atrasos, que já são comuns em dias sem greve, devem se multiplicar.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Rodoviários do DF, Lucio Lima, a decisão é mais uma forma de tentar pressionar os empresários para uma proposta viável. “Estamos caminhando para uma greve total na segunda-feira sem nenhuma manifestação concreta das empresas. Com a retirada da meia-viagem esperamos uma proposta do sindicato das empresas para evitar a greve geral”, afirma.
Na tarde de terça-feira, rodoviários e empresários se reuniram, mas não houve acordo. A proposta das empresas era a manutenção do acordo coletivo, que garante por exemplo a cesta básica e ticket alimentação, desde que não se fizesse mais nenhum tipo de protesto. Os motoristas e cobradores não aceitaram, insistindo em reajuste de 20% nos salários.
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Confira a nota do Setransp-DF:
O Setransp-DF (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do DF) informa que a redução será de 52%, e não 25% como divulgado, porque as viagens extras correspondem a 52% da circulação nos horários de rush. Caso os rodoviários façam a operação, irão contra a decisão judicial que determina que pelo menos 60% das linhas circulem.
Os horários de rush são entre 5 e 8:30h e 16 e 20h.
Os rodoviários recebem pelas viagens extras. O valor depende de quantas viagens cada um faz. E, obviamente, se não fizerem as viagens extras, não receberão por elas.