Os acidentes recentes envolvendo instalações elétricas provocaram preocupações ao cidadão. A morte na Feira do Guará e o pastor que foi eletrocutado no pavilhão do Parque da Cidade podem servir de exemplo dos riscos de acidentes com eletricidade. A reportagem do Jornal de Brasília voltou à feira e ouviu dos feirantes os problemas relacionados à energia elétrica.
Ainda está na memória do brasiliense o ocorrido da última quarta-feira, quando, ao limpar a própria loja, uma feirante esbarrou em um fio desencapado e foi eletrocutada. A vítima sofreu queimaduras e morreu na hora.
Um pastor que participava da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil levou um choque elétrico quando colocava o celular para carregar em uma tomada no acampamento. Apesar do susto, o líder religioso não sofreu ferimentos graves. Após o incidente, a Defesa Civil apontou irregularidades nas instalações.
Improviso
Em alguns pontos da Feira do Guará, é possível perceber lonas sobre as bancas. De acordo com os feirantes, o improviso serve para reter as goteiras. Segundo o feirante José Carlos Andrade, o telhado sofre com a idade. “Depois desse acidente, todo mundo ficou preocupado. Quando chove, a água passa por cima da cobertura das bancas. Eles dizem que estão arrumando, mas toda vez que chove acontece esse problema”, reclamou.
Prejuízo
A banca de Avelice Andrade sofre ainda mais com as consequências da chuva. A feirante tem que lidar com o prejuízo financeiro e o risco de choque. “As lâmpadas explodem toda vez que chove. A água escorre pelo fio e faz um estrondo. Se eu encostar na estrutura metálica, tomo choque. Várias bancas são assim. Em dia de chuva, chove mais dentro da feira do que fora”, disse.
Segundo a administração da feira, o conserto do telhado está sendo feito, mas foi interrompido por conta das chuvas.