Por Tereza Neuberger
redacao@grupojbr.com
Entre os aeroportos de maior fluxo de passageiros do país, o Aeroporto Internacional de Brasília, se depara com viajantes que tentam transportar drogas para outros estados da federação. As apreensões realizadas pela Alfândega da Receita Federal no Aeroporto Internacional de Brasília até o primeiro semestre de 2022 já somam mais de 234 kg de substâncias entorpecentes. Somente os dados referentes a apreensões de cocaína nos primeiros seis meses incompletos deste ano, já superaram o número de apreensões da droga realizadas pela Receita Federal em todo o ano de 2021.
De acordo com os dados da Receita Federal, até o dia 10 de junho deste ano foram apreendidos 153,34 kg de cocaína no Aeroporto de Brasília, e já supera o total de apreensões de cocaína registradas no ano passado. De janeiro a dezembro, entre 68,85 kg da droga e 15,29 kg de substâncias utilizadas na sua produção, o total de apreensões foi de 84,14 kg .
A substância conhecida como super maconha (skunk), o haxixe, a metanfetamina e o ecstasy também estão dentre os mais de 234 kg de substâncias apreendidas pela Alfândega da Receita no Aeroporto Internacional de Brasília. Até o dia 10 de junho deste ano foram registradas apreensões de 66,60 kg de skunk, 100 g de haxixe; 12,1 kg de metanfetamina e 2,1 kg de ecstasy distribuídos em 4.100 comprimidos.
Se comparado a 2021 os registros de apreensões em todo o ano totalizaram 127,44 kg de skunk; 2,5 kg de maconha; 2,2 kg de haxixe; 3,243 kg de metanfetamina, 1.050 comprimidos de ecstasy, além de 3,2 kg de MDMA, que possui o mesmo princípio ativo do ecstasy.

Além de substâncias entorpecentes também foram registrados Pela receita Federal até a primeira quinzena de junho deste ano o transporte ilegal de 30 frascos de cetamina, 319 unidades de anabolizantes e 25 frascos de botox. Os registros dos 12 meses de 2021 totalizam 63 caixas, 100 comprimidos e 1.143 frascos de anabolizantes diversos.
As apreensões de drogas realizadas pela Receita Federal no Aeroporto de Brasília se dão através de trabalhos de rotina dos servidores na inspeção de bagagens de voos domésticos. Também são feitas através de inspeção em encomendas postais que transitam pelo armazém dos Correios no aeroporto. A análise de risco de viajantes internacionais, é outro fator que permite à fiscalização atuar no monitoramento e inspeção de viajantes e bagagens de maior risco, sem interferir no fluxo dos viajantes comuns.
Para a realização destes trabalhos e a identificação de itens proibidos nas bagagens e cargas, os servidores da Receita Federal contam com o apoio de equipamentos tecnológicos como raios-x, espectrômetro de massa, narcotestes, sistema de vigilância eletrônica/CFTV.
A fiscalização de itens ilegais e substâncias entorpecentes realizada pela Receita Federal no Aeroporto de Brasília também conta com integrantes de quatro patas. São duas equipes K9, com os cães de faro Roxy, de 8 anos de idade, e Bruce, de 4 anos.
No dia 01 de junho a Receita Federal fez duas apreensões no Aeroporto JK. Em trabalhos de fiscalização de rotina, os servidores da Receita Federal realizaram a apreensão de 11,5 kg de skunk, na mala de uma passageira de 23 anos que saiu de Boa Vista em um voo com destino final no estado do Rio de Janeiro.
Na noite do mesmo dia, os servidores da Receita Federal ainda identificaram outro passageiro, um nigeriano de 56 anos, que tentava embarcar para Guarulhos e depois para a República da Guiné, na África. O passageiro estava transportando cerca de 6 kg de cocaína escondidos em rolos de sacos plásticos para embalagem.
Os passageiros foram presos por agentes da Polícia Federal e encaminhados à Superintendência no DF, onde podem ser autuados pelo crime de tráfico de drogas, cujas penas podem chegar a 15 anos de reclusão.