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Brasília

Revitalização não atingiu todas passarelas subterrâneas

Arquivo Geral

24/02/2012 7h10

Leandro Cipriano
leandro.cipriano@jornaldebrasilia.com.br

Depois de um mês que o Governo do Distrito Federal (GDF) começou as reformas das passarelas subterrâneas no Plano Piloto, os brasilienses que frequentam o espaço próximo ao Hospital de Base já observaram as mudanças. Limpeza, iluminação diurna e noturna, azulejos trocados e paredes pintadas foram algumas das modificações iniciais. Contudo, ainda há um longo caminho a ser percorrido até que todas as 16 passagens ao longo das asas Norte e Sul possuam esse grau mínimo de estrutura.

 

 

O estado precário das oito passagens subterrâneas da Asa Norte mostram como a situação do trecho que liga o Banco Central ao Hospital de Base ainda é uma realidade distante em outros pontos. Lâmpadas quebradas, fedor de urina, fezes no chão, azulejos arrancados, pisos depredados, sujeira constante ao longo do percursso e falta de policiamento são os principais problemas apontados pelos transeuntes. 

 

 

Na passagem subterrânea da 116/316 Norte, o cheiro insuportável de urina e a falta de iluminação faz com que as pessoas não concluam o trajeto e se arrisquem cruzando a pista movimentada. É o caso do aposentado Francisco Bezerra Sousa, 50 anos, e seu filho Mateus, de sete. “Poucos se atrevem a seguir esse caminho com medo de assaltos ou coisa pior. Sem mencionar o cheiro horrível. A maioria evita passar”, diz Francisco, que considera mais seguro atravessar a pista que a passagem.

 

Sujo e inseguro

No local, é possível encontrar preservativos usadas, roupas sujas e latas usadas no consumo de crack. Mesmo assim, a dona de casa Maria Rosete Leal, 27 anos, se arrisca nessa travessia. Como o filho estuda na 415 Norte, eles precisam fazer o percurso diariamente. “Passo porque sou obrigada. Já pensei até em transferir meu filho de escola, só para não ter mais que andar por aqui”, desabafa.

 

Para a aposentada Lindalva de Melo, 57 anos, falta policiamento e mais medidas de segurança no trecho. “Peço policiamento nesse local há quase um ano, mas nada acontece. Crianças andam aqui todo dia, por causa da escola na 415 Norte. Bandidos já correram atrás da minha neta de sete anos, à luz do dia, e nada foi feito para mudar a situação”, critica a aposentada.

 

Leia mais na edição impressa desta sexta-feira (24) do Jornal de Brasília.

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