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Brasília

Retrospectiva Abril: promessa não saiu do papel

Arquivo Geral

24/12/2014 7h30

Em abril deste ano, moradores de Vicente Pires se entusiasmaram com as promessas de melhorias previstas no contrato de financiamento referente às obras de drenagem e pavimentação da região. O documento  foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal, do dia 12 de abril. A obra deveria começar no segundo semestre deste ano e abrangeria toda a região, subsidiada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 

A promessa, no entanto, ficou apenas no campo teórico. Após a análise de erros no projeto e no processo licitatório, o Tribunal de Contas do DF impugnou a licitação por tempo indeterminado. Hoje, a situação é a mesma: vias  intransitáveis durante  a chuva e buracos por toda a parte.

O presidente da Associação de Moradores de Vicente Pires e Região (Amovipe), Gilberto Camargo, 50 anos, explica que a licitação estava prevista para o dia 17 de setembro, mas teria sido prorrogada para 1 de outubro. No entanto, nessa data, o Tribunal de Contas decidiu suspender o projeto, que foi considerada defasado por ter sido elaborado em 2006.

Segundo o presidente, falta infraestrutura básica na região. “Em muitos lugares não há calçada e o comércio invadiu as ruas. Os pedestres são obrigados a andar no meio da avenida e, algumas vezes, são atropelados. O carro tem que sair do buraco da via e acaba acertando o morador. Além disso, tem esgoto nas ruas e muito lixo espalhado”, declara.

A comerciante Maria das Graças Abreu, 67, ressalta que já teve o veículo danificado ao passar pelas erosões. “Sempre tenho que levar meu carro ao mecânico. Quando chove, a água corre pela rua com uma força muito grande. Se você tentar passar, pode ser arrastado”, aponta.

Andamento

A Administração Regional de Vicente Pires confirmou que a licitação foi barrada pelo Tribunal de Contas, mas destacou que o processo está na última parte – abertura de envelopes.  “A Administração de Vicente Pires, em parceria com a Novacap, já está realizando serviços paleativos para amenizar os danos causados pelas chuvas”, esclarece.

 

 

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