
Lígia Vieira
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Entre 21 e 30 de maio, Brasília foi afetada, assim como todo o País, pela greve dos caminhoneiros. Os profissionais da categoria paralisaram os serviços e fizeram bloqueios em vários pontos do DF, como EPTG, EPGU, Estrutural e descida do Colorado. A categoria pedia a redução de impostos no preço do óleo diesel e se mobilizou por meio das redes sociais.
Postos de gasolina, distribuidoras de gás e o Aeroporto JK foram os primeiros a sentir os efeitos da greve. Com a falta de combustível, os aviões só podiam pousar em Brasília se tivessem condições de levantar voo e os motoristas tiveram que enfrentar longas filas e passar horas para conseguir abastecer os veículos.
Alguns supermercados tiveram que promover uma espécie de racionamento, por conta do abastecimento precário de alimentos. Na Asa Norte, por exemplo, o Carrefour instalou uma placa limitando a compra de cinco unidades de um mesmo item para evitar a falta de produtos.
A maior consequência da paralisação, que durou dez dias, foram os preços. Sem o devido fornecimento das mercadorias, a gasolina chegou a ser vendida por até R$ 9,99 o litro, a caixa de tomate atingiu R$ 130 (sendo que antes era vendida a R$ 50) e os sacos de batata que eram comercializados a R$ 100, no período, foram encontrados a R$ 160.
DF pegando fogo
Foram registrados 204 incêndios em edificações no DF até outubro, de acordo com o levantamento do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF). Entre as ocorrências desse tipo, a mais comum são as “causas acidentais provenientes de problemas elétricos”. Então, a corporação pede que a população fica atenta a tomadas, extensões e “Ts” que apresentem faíscas, ruídos ou fumaças, já que a maioria dos incêndios começa na região de tomadas e conexões.
Na época da publicação da reportagem, o incêndio em um apartamento na 110 Norte foi bastante noticiado pelo Jornal de Brasília. Duas mulheres ficaram presas no local até o CBMDF conseguir retirá-las e um cachorro morreu por conta da fumaça. As chamas atingiram todo o sexto andar deste prédio e as vigas do imóvel ficaram comprometidas, já que o fogo atingiu 700 ºC.
Crianças vítimas de exploração sexual e pedofilia
Um mapeamento feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em parceria com a ONG Childhood Brasil demonstrou que no DF existiam 12 locais em que crianças e adolescentes eram explorados sexualmente. O crime era praticado principalmente em locais de entretenimento adulto e postos de beira de estrada, além de a BR-040 e a BR-070 terem a maior quantidade de pontos.
No mesmo mês, a segunda fase da Operação Luz da Infância foi deflagrada em todo o País e 14 mandados de busca e apreensão foram expedidos no DF para combater a pedofilia. A pessoa encontrada com a menor quantidade de documentos ligados à prática criminosa tinha 150 itens armazenados e dois dos homens levados a polícia trabalhavam com crianças e adolescentes.
Ladrões não poupam nem escola
O Jardim de Infância 116 de Santa Maria amanheceu o dia 17 de maio arrombado, revirado e com prejuízos, já que assaltantes entraram no local e furtaram as arrecadações para a Festa Junina. Entre os itens desaparecidos estavam computadores, alimentos e materiais pedagógicos, os ladrões ainda chegaram a comer o lanche de funcionários.
Os criminosos arrombaram o portão da entrada do centro de ensino com um veículo, acessaram o painel de energia e desligaram as luzes de toda a escola. Então, entraram por uma janela e roubaram os itens. A diretora do jardim de infância afirmou, na época, que são comuns assaltos na entrada do colégio.
Obrigatoriedade da biometria facial nos ônibus
Em maio de 2018, a biometria facial passou a ser obrigatória nos 2,8 mil ônibus da frota do DF. A medida foi adotada para prevenir fraudes e uso indevido dos benefícios que integram o Programa de Mobilidade Urbana. Além disso, a pasta previu uma economia de R$ 20 milhões com a instalação de câmeras nos validadores dos veículos de transporte públicos.
O DFTrans instalou o equipamento em todos os ônibus do DF. Desde que o recurso foi implementado, 25 mil cartões de gratuidade foram suspensos. Os passageiros que perderam o auxílio podem pedir o benefício no semestre seguinte ao cancelamento.
Remédio para cavalos vira droga
A Polícia Civil (PCDF) descobriu um esquema em que traficantes fabricavam e distribuíam, em festas e boates do DF, 300 ampolas por mês de cetamina. A droga é conhecida com ketamnina ou “Special K” e é produzida a partir de um anestésico de uso veterinário para cavalos.
De acordo com a polícia, os riscos da substância são altos, já que pode gerar euforia, alucinações e overdose nos usuários. A cetamina pode ser encontrada em agropecuárias e pet shops e só pode ser vendida com receita. Além disso, muitas vezes, é misturada a outras substâncias ilícitas, como cocaína e ecstasy.